Aécio pediu saída digna para ministros tucanos

Aécio pediu saída digna para ministros tucanos

Luiza Pollo

23 Novembro 2017 | 05h30

Foto: Rogério Melo/PR

Ao tornar público que foi convidado para assumir a Secretaria de Governo em declaração à ‘Coluna’, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) queimou a largada e irritou o presidente Michel Temer, que ainda não tinha conversado com o ministro Antonio Imbassahy sobre a troca. A trapalhada adiou a mudança que seria anunciada ontem. O presidente licenciado do PSDB, Aécio Neves, deu aval para Temer substituir os tucanos, mas exigiu respeito. “Eles têm que sair com a mesma dignidade com que entraram. Não têm que sair constrangidos.”

Outro lado. A versão dos peemedebistas é a de que Aécio pediu que a troca na Secretaria de Governo só ocorra depois da convenção do PSDB, dia 9 de dezembro, que vai definir o novo presidente da sigla.

Causa própria. A presença de Imbassahy na pasta ajudaria o grupo pró-Marconi Perillo (GO) ante o de Tasso Jereissati (CE). Temer teria cedido porque Aécio segurou o apoio dos tucanos ao governo no momento mais crítico do seu governo, o que levou ao racha da sigla. O senador nega esse movimento.

Baixar poeira. Os peemedebistas aceitaram aguardar mais uns dias para a nomeação de Carlos Marun na Secretaria de Governo porque receberam a garantia do presidente Temer de que ele será o ministro.

Tarefa de casa. Tucanos aconselham o presidente Temer a tirar uma lição do episódio e chamar o deputado Carlos Marun para uma conversa, alertando-o de que reuniões sigilosas, como quando trataram do convite para o ministério, não devem vazar.

Media training. Discreto, o ministro Antonio Imbassahy ganhou a confiança do presidente Temer também por ajudar a blindá-lo. Tucanos avaliam que Temer ficará mais exposto quando Imbassahy deixar o cargo.

Tô fora. Principal responsável pela indicação de Alexandre Baldy para o Ministério das Cidades, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, quer evitar ser tachado de “dono” do governo.

To much. A avaliação do grupo político de Maia é de que isso traria responsabilidades de uma gestão em crise para o colo dele.

Sinais Particulares: Rodrigo Maia, presidente da Câmara; por Kleber Sales

Calculadora. Se a idade mínima de 55 anos para as aposentadorias de servidores municipais for aprovada pelo Congresso na reforma da Previdência, os municípios poderão reduzir de R$ 700 bilhões para R$ 450 bilhões o déficit nas contas das prefeituras.

Pra depois. O julgamento no Supremo hoje sobre a prerrogativa de foro deve ser adiado por pedido de vista.

Trocas. O diretor-geral da PF, Fernando Segovia, manteve indições do antecessor, Leandro Daiello, e vai nomear Cassandra Parazi para a superintendência do Maranhão; Alexandre Saraiva, para a do Amazonas; André Viana Andrade, para a da Paraíba, e Cairo Duarte para a de Pernambuco.

CLICK. Para acabar com as especulações de que atua contra Carlos Marun (à dir.), o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, pediu à Coluna que fizesse a foto.

Foto: Andreza Matais

Só se fala nisso. A hipótese de Temer disputar a reeleição ganhou as rodas políticas de Brasília. Um cacique do PMDB avalia que Temer não se elege, mas sua candidatura teria o potencial de atrapalhar outras, pois agrega o Centrão.

Libera aí. O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, pediu ao ministro Marco Aurélio Mello (Supremo) a conclusão da votação que obriga a União a pagar IPTU por seus imóveis, o que ajudaria a reforçar o caixa.

PRONTO, FALEI! 

“Quem tem influência sobre os deputados são os prefeitos”, DO PRESIDENTE DA CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS PREFEITOS, PAULO ZIULKOSKI dando ao governo o caminho para conseguir votos para a reforma da Previdência.

COM REPORTAGEM DE NAIRA TRINDADE E LEONEL ROCHA 

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