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Base aliada consegue votos para arquivar denúncia contra Temer

Deputados votam nesta quarta-feira, 2, o parecer da denúncia contra o presidente Michel Temer

 

Os deputados da base aliada conseguiram, por volta das 20h20 desta quarta-feira, 2, votos necessários para arquivar a denúncia de corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Contando uma abstenção, dez ausências e 161 votos favoráveis ao arquivamento, Temer conseguiu os 172 para impedir que seja julgado no Supremo Tribunal Federal (STF). Com a decisão, a denúncia contra Temer por este crime só poderá ser eventualmente analisada após o peemedebista deixar o cargo.     

A primeira sessão na Câmara dos Deputados iniciou às 9h e foi encerrada por volta das 14h. Logo em seguida, foi aberta uma nova sessão, que atingiu quórum para votar a denúncia 15h30. Após várias tentativas de obstrução da oposição, a votação começou efetivamente por volta das 18h30. 

Os deputados votavam por aceitar ou rejeitar o prosseguimento da denúncia. Para o Supremo Tribunal Federal julgar a acusação da Procuradoria Geral da República, é necessário o aval da Câmara.

Ainda há duas outras acusações para a PGR apresentar à Câmara.

 

 

 

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  • 22h59

    02/08/2017

    Encerramos por aqui a cobertura ao vivo da sessão na Câmara dos Deputados que barrou a denúncia por corrupção contra Michel Temer. A sessão, que durou cerca de 8 horas, teve 263 votos favoráveis ao parecer do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), que recomendava o arquivamento da acusação formal da PGR e 227 contrários. Você pode acompanhar a cobertura completa no nosso portal, e também na edição impressa do jornal desta quinta-feira, 3. Obrigado pela audiência e até a próxima!

     

  • 22h41

    02/08/2017

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou há pouco que a Casa vai "entender" e "respeitar" uma eventual segunda denúncia apresentada pelo procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, contra o presidente Michel Temer. Segundo Maia, um segundo pedido de investigação vai paralisar os trabalhos da Casa, mas será enfrentada. 

     

    "Se vier outra denúncia, os trabalhos param, obviamente, mas vamos enfrentar", afirmou Maia em entrevista ainda no plenário da Câmara. 

     

    O presidente da Câmara disse que uma nova denúncia caberá a Janot e que qualquer que seja a decisão dele a Casa "vai respeitar". Maia disse, porém, que espera que a Casa possa retomar uma pauta de projetos que ajudem o Brasil a sair da crise e retomar o crescimento econômico. (Igor Gadelha)

  • 22h38

    02/08/2017

    Em uma tentativa de demonstrar protagonismo sobre o tema, Maia afirmou que trabalhará pessoalmente para tentar recompor a base aliada, principalmente para atrair o PSDB de volta. Os tucanos deram 22 votos a favor de Temer e 21 contra, além de quatro abstenções. "Vamos trabalhar para que a base volta a ter 330 votos", afirmou o parlamentar fluminense. (Igor Gadelha) 

     

  • 22h36

    02/08/2017

     

    O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta quarta-feira que, após o arquivamento pela Casa da denúncia contra o presidente Michel Temer, a votação da reforma da Previdência em plenário terá de ser reorganizada. Segundo ele, será preciso recompor os partidos da base aliada, para alcançar os 308 votos mínimos necessários para aprovar a matéria.

     

    "Sabemos que vamos ter que reoganizar a votação. Para ter os 308 votos necessários, vamos ter que reorganizar", afirmou Maia em entrevista ainda no plenário, logo após encerrar a sessão em que a denúncia contra Temer foi votada. Na votação de hoje, o governo só conseguiu reunir 263 votos contra a abertura de investigação, além de duas abstenções e 19 ausências, também consideradas favoráveis a Temer. (Igor Gadelha). 

     

  • 22h33

    02/08/2017

    O presidente Michel Temer, em pronunciamento após o fim da sessão na Câmara dos Deputados, onde a base aliada conseguiu impedir o prosseguimento da denúncia por corrupção passiva. (foto: Dida Sampaio/Estadão)

    Dida Sampaio/Estadão

  • 22h10

    02/08/2017

    Leia, a seguir o discurso do presidente Michel Temer após a vitória na Câmara dos Deputados: 

     

    "A Câmara dos Deputados se manifestou de uma forma clara e incontestável. A decisão soberana do parlamento não é uma vitória pessoal, mas é uma conquista do Estado Democrático de Direito, e mostra a força da Constituição. 

     

    Extrapolar o que a Constituição determina é violar a democracia. Todos devem obeceder a lei. São os princípios do direito que nos garantem a normalidade das relações institucionais

     

    Eu penso, e todos sabem, eu não parei um minuto sequer, desde 12 de maior de 2016, quando assumi o governo. E não descansarei até 31 dezembro de 2018, quando encerro o governo.

     

    Espero terminar neste período a maior transformação deste País. Estamos modernizando nossas instituições: mudamos a lei do petróleo, diminuímos a burocracia. Enfrentamos e vencemos a inflação. Os juros estão caindo a cada mês. Batemos recordes históricos na agropecuária e nas exportações. 

     

    Extrapolar o que a Constituição determina é violar a democracia. Todos devem obeceder a lei. São os princípios do direito que nos garantem a normalidade das relações institucionais. 

     

    Faremos todas as reformas estruturantes que o País necessita. As empresas precisam dedicar-se mais a gerar produtos, serviços e comercializar do que atender à burocracia governamental. Nestes últimos meses temos praticados muitos atos desburocratizantes da estrutura governamental. 

     

    Não podemos impedir ou criar obstáculos à atividade empreendedora. 

     

    O Brasil está pronto para crescer ainda mais. Aqueles que tentam dividir os brasileiros erram. Todos nós somos filhos da mesma nação, detentores dos mesmos direitos e deveres. Devemos todos, e este é meu objetivo, nos dedicar a fazer um governo cada vez melhor. E eu farei isso a cada minuto, a cada instante.

     

    Quero construir, com cada brasileiro, um País melhor, pacificado, sem ódio ou rancor. Nosso destino, inexorável, é ser um grande País. Temos que acabar com os muros que nos separam e nos tornam menores. É hora de atravessarmos juntos a ponte que nos conduzirá ao futuro que o País merece

     

    Quero agradecer aos deputados, e a todos os brasileiros de boa vontade que acreditaram no nosso País."

  • 22h02

    02/08/2017

    Michel Temer faz neste momento um pronunciamento no Palácio do Planalto. 

  • 21h56

    02/08/2017

    O plenário da Câmara dos Deputados encerrou há pouco a votação que rejeito a denúncia por corrupção passiva contra o presidente Michel Temer. Foram 263 votos favoráveis ao arquivamento, e 227 contra. Houve ainda 2 abstenções e 19 parlamentares se ausentaram da votação.  

     

  • 21h43

    02/08/2017

    Resultado parcial: 260 deputados votaram a favor do arquivamento da denúncia; 221 parlamentares votaram contra. Com este resultado a base aliada do governo já conseguiu barrar o prosseguimento da denúncia da Procuradoria Geral da República contra Michel Temer por corrupção passiva. Leia mais 

  • 21h22

    02/08/2017

    Os termos "Fora Temer", Congresso Nacional e #InvestiguemTemer estão entre os tópicos mais comentados no Twitter no Braisl.

  • 21h20

    02/08/2017

  • 21h13

    02/08/2017

    Integrantes da base aliada que se mantiveram fiéis ao presidente Michel Temer (PMDB) vão cobrar punição a partidos e parlamentares da base aliada que "traíram" o peemedebista e votaram pela aceitação da denúncia por corrupção passiva contra ele. A principal reclamação virá do Centrão, grupo do qual PP, PR, PSD e PTB fazem parte e do qual Temer saiu ainda mais dependente após a votação desta quarta-feira.

    A artilharia mais pesada será contra o PSDB, legenda que possui quatro ministérios e teve expressiva votação contra o parecer que barrava a denúncia. Os fiéis vão cobrar que Temer retire dos tucanos o comando do Ministério das Cidades, hoje nas mãos do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE). A Pasta é cobiçada principalmente pelas bancadas do PSD e do PMDB, partido de Temer, em razão da sua capilaridade política.

    A avaliação de parlamentares do Centrão é de que os tucanos não podem comandar tantos ministérios importantes, diante das ameaças de desembarque e das duras críticas que fazem a Temer desde que a delação da JBS atingiu o presidente. A reclamação, feita ainda nos bastidores durante a votação, foi externada pelo deputado Laerte Bessa (PR-DF). "Tenham hombridade e devolvam os cargos", disse o parlamentar. (Igor Gadelha). 

  • 21h13

    02/08/2017

    O advogado Éverton Sodario, simpatizante do deputado Jair Bolsonaro e frequentador de outros atos políticos gritou palavras de ordem a favor de Temer e Bolsonaro e causou um princípio de Tumulto na frente do escritório da presidência, na avenida Paulista - onde a Frente Brasil Popular realiza um ato e assistia a votação no congresso.

    Houve um breve empurra-empurra é um policial chegou a jogar gás de pimenta para dispersar. O advogado acabou sendo retirado pela polícia. Ele negou que seja membro do MBL ou outro movimento. "Sou um idependente", disse ao ser retirado pela polícia. (Gilberto Amendola)

  • 21h04

    02/08/2017

    O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) afirmou há pouco que a Câmara inventou uma nova forma de obstrução à Justiça ao barrar o seguimento da denúncia apresentada contra o presidente Michel Temer.

    "A Câmara inventou a obstrução parlamentar. E tudo isso pago com dinheiro público, que está faltando nas escolas, nos hospitais e na segurança pública. Quem está pagando a conta por essa vergonha que aconteceu hoje aqui na Câmara é a população brasileira", disse.

    Temer alcançou os 172 votos necessários por volta das 20h30, após 159 deputados votarem contra o seguimento da denúncia, 12 ausências e 1 abstenção. (Isadora Peron)

  • 20h57

    02/08/2017

    Resultado parcial: 208 deputados votaram a favor do arquivamento da denúncia; 173 parlamentares votaram contra. Com este resultado a base aliada do governo já conseguiu barrar o prosseguimento da denúncia da Procuradoria Geral da República contra Michel Temer por corrupção passiva. Leia mais

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