Zimmermann será o secretário-executivo de Minas e Energia

A confirmação foi feita nesta sexta pelo futuro ministro, Edison Lobão, que tomará posse na segunda-feira

Leonardo Goy,

18 de janeiro de 2008 | 13h30

O futuro ministro de Minas e Energia, senador Edison Lobão (PMDB-MA), informou nesta sexta-feira, 18, à Agência Estado que o atual secretário de Planejamento Energético do ministério, Márcio Zimmermann, será seu secretário-executivo. "Vai ser o Zimmermann", disse Lobão, afirmando que o secretário já aceitou o convite. Lobão informou que ainda não definiu os demais nomes da sua equipe. "Minha prioridade inicial era escolher o secretário- executivo".  Veja Também:    Antes da posse, Lobão anuncia licença do filho Lobão também não definiu ainda qual cargo poderá vir a ser ocupado pelo ex-prefeito de São Paulo e atual tesoureiro do PMDB-SP, Miguel Colasuonno. A indicação de Zimmermann mostra um certo alinhamento de Lobão com a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.  O secretário, de perfil técnico, tem afinidade com a ministra desde a época em que ela ocupava o MME. Zimmermann chegou a ser cotado para o cargo de ministro no ano passado, quando Silas Rondeau deixou o posto em função de denúncias de corrupção.   Suplente  Numa operação de blindagem do novo ministro de Minas e Energia, o comando do PMDB no Senado decidiu "abortar" o mandato de seu filho e suplente, Edison Lobão Filho (DEM-MA), o Edinho. Com a posse do pai na segunda-feira, Edinho, como é conhecido, assumiria sua vaga no Senado. No entanto, o ministro já avisou que o filho se licenciará "para se defender". De qualquer forma, para que a licença se concretize, Edinho terá primeiro de tomar posse no cargo.O filho de Lobão vem sendo acusado de ter usado uma empregada doméstica como laranja na gestão de uma empresa no Maranhão. "Ele pretende se licenciar para responder lá fora às alegações que são feitas contra ele do ponto de vista empresarial. Não é nada político nem há dinheiro público. Além disso, é tudo injusto e falso", afirmou Lobão. O senador acrescentou que espera que as denúncias contra o filho não atrapalhem sua atuação no ministério. "Isso consome bastante energia", ironizou.Responsável pela indicação de Lobão para Minas e Energia, o senador José Sarney (PMDB-AP) chamou na quinta  para uma reunião em sua casa os principais líderes de seu partido. Ele fechou ali um acordo com dois objetivos: assegurar suporte político ao novo ministro e, em troca, garantir que a vaga de Lobão seja ocupada por um peemedebista. O acerto implicou o pedido de licença do primeiro suplente, o filho de Lobão, e a posse do ex-deputado Remi Ribeiro, segundo suplente e filiado ao PMDB.

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