Zeca do PT corta salários e demite 1,8 mil

O governador de Mato Grosso do Sul, José Orcírio Miranda dos Santos, o Zeca do PT, publicou, na edição desta quarta-feira do Diário Oficial do Estado, o Decreto nº 12.105, com a demissão de 1.800 funcionários comissionados e a redução de salários do governador, do vice e dos secretários. A medida faz parte de um pacote onde também estão incluídas decisões para diminuir gastos com combustíveis, manutenção de veículos, diárias de viagens, material de escritório e de limpeza.A partir do próximo mês, os salários do governador, do vice e dos secretários ficam reduzidos em 22%, com base no mês de abril. Todos os servidores comissionados que ocupam as designações de DGA 2, 3, 4, 5, 6 e 7 serão demitidos a partir do dia 1.º de junho. Os secretários estaduais terão dez dias para encaminhar à Secretaria de Estado de Gestão de Pessoal toda a documentação com as demissões e recontratações ou alterações na estrutura das secretarias.O decreto esclarece que a redução no custeio será de 50% nas despesas com serviços de informática, serviços gráficos, correspondências, locação de veículos ou outros bens - exceto os da Secretaria de Governo. A redução também vale para os serviços de manutenção de veículos, máquinas e equipamentos, de telefonia - incluindo manutenção - e gastos com serviços de limpeza.Está suspensa a concessão de licença remunerada para servidores de carreira, exceto para tratamento de saúde, e pagamentos de adicional de plantão, exceto para alguns setores como o de segurança patrimonial e os funcionários da Saúde, que terão que reduzir os gastos em 20%.SurpresaO presidente da Assembléia Legislativa, deputado estadual Londres Machado (PL), solicitou um estudo jurídico sobre o decreto, afirmando que não está de acordo com a iniciativa do governador. Os deputados Dagoberto Nogueira (PDT), Semy Ferraz (PT) e Onevan de Matos (PDT) afirmaram que foram surpreendidos com o ato governamental. Onevam, por exemplo, acha que a publicação é uma "atitude impensada".Desde o início do mês passado, Zeca do PT vem afirmando que adotaria uma "economia de guerra", alegando que somente os efeitos da descoberta dos focos da febre aftosa no extremo sul do Estado fizeram a arrecadação cair R$ 100 milhões este ano. Quanto aos impostos de outros itens da produção, desde janeiro são registradas quedas de R$ 25 milhões a R$ 30 milhões."Minha prioridade é pagar em dia os salários dos servidores e garantir o Bolsa Escola e o Segurança Alimentar para 80 mil famílias beneficiadas. Adotei uma economia de guerra para entregar o Estado com as contas em dia", afirmou.

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