Zé Maria mantém agenda e defende reforma agrária

Zé Maria aceitou um convite da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo e foi a Araraquara, no interior paulista, reunir-se com empregados rurais da região

STEFÂNIA AKEL, Estadão Conteúdo

14 de agosto de 2014 | 13h37

O candidato do PSTU à Presidência, Zé Maria, é o único entre os presidenciáveis que não cancelou sua agenda de campanha nesta quinta-feira, 14, em luto pelo falecimento de Eduardo Campos. Zé Maria aceitou um convite da Federação dos Empregados Rurais Assalariados do Estado de São Paulo e foi a Araraquara, no interior paulista, reunir-se com empregados rurais da região.

Diante de mais de 150 trabalhadores, o candidato defendeu uma reforma agrária "verdadeira" que enfrente o agronegócio. "Mas para isso é preciso tirar as terras do controle das grandes empresas e colocá-las sob o controle dos trabalhadores", afirmou, alertando que Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB) não farão a reforma agrária.

Nesta quarta-feira, 13, a nota de pesar da campanha de Zé Maria pelo falecimento de Campos destoou das demais ao manifestar claramente seu desacordo em relação às políticas do então candidato. "O PSTU não tinha identidade política nem de classe com o ex-governador. Não apoiamos seu governo em Pernambuco nem a alternativa que representava nas eleições deste ano", diz a nota. "Na verdade, na disputa política entre trabalhadores e patrões na nossa sociedade, nos encontrávamos em campos opostos."

Na mais recente pesquisa eleitoral do Ibope, divulgada em 7 de agosto, Zé Maria registrou menos de 1% das intenções de voto.

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