Hélvio Romero, Estadão
Hélvio Romero, Estadão

Zé Celso Martinez também pede saída do deputado Marco Feliciano

Diretor de teatro diz estar 'puto' com permanência de pastor à frente da Comissão de Direitos Humanos

Isadora Peron, de O Estado de S. Paulo,

02 Abril 2013 | 14h37

SÃO PAULO - Os protestos de artistas contra a permanência do deputado e pastor Marco Feliciano (PSC-SP) na presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara continuam. Em e-mail enviado ao Estado, o diretor de teatro Zé Celso Martinez diz estar "puto" com a situação.

"Todos que trabalham com arte, ou mesmo com seres humanos, estão putos com essa situação na Comissão dos Direitos Humanos, que anuncia coisa pior: o Congresso agora vai poder votar por uma proposta-lei dos evangélicos fundamentalistas para derrubar o Estado Laico Brasileiro", disse.

Para o diretor, a eleição de Feliciano pode ser tão "nefasta" para o País quanto o golpe militar de 1964. "Esta ação politica corresponde há um Golpe Militar no Estado Democrático Republicano Brasileiro, que há mais que séculos tem sido, felizmente, um Estado Laico."

Zé Celso defende que não só artistas e a sociedade civil em geral mantenham a mobilização para que Feliciano deixe o cargo. "É trabalho não somente de artista, mas de todos os humanos que tem amor a nossa condição humana livre de tutela da boçalidade fundamentalista de uma verdade única", afirma.

Desde que o o nome de Feliciano foi indicado para presidir a comissão, no início de março, o deputado vem sofrendo protestos. Ele é acusado de ter feito declarações homofóbicas e racistas, mas nega que tenha essas posições. As manifestações começaram a ser articuladas pela sociedade civil e, na semana passada, a classe artística engrossou o movimento. Em um ato contra o pastor, as atrizes Fernanda Montenegro e Camila Amado chegaram a se beijar na boca em repúdio ao fato de Feliciano ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

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