Zavascki toma posse como novo ministro do STF

Magistrado assume cadeira vaga desde o início de setembro, com aposentadoria compulsória de Cezar Peluso

Ricardo Brito, Agência Estado

29 de novembro de 2012 | 16h29

BRASÍLIA - Numa cerimônia que durou 15 minutos para um público de 400 pessoas, o ministro Teori Zavascki tomou posse nesta quinta-feira, 29, como novo integrante do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado assume a cadeira vaga desde o início de setembro, com a aposentadoria compulsória do ministro Cezar Peluso. Catarinense de Faxinal dos Guedes, o recém-empossado ministro tem 64 anos e, antes de chegar ao Supremo, integrou o Superior Tribunal de Justiça desde 2003.

Ao contrário da sessão da quinta-feira passada, em que o ministro Joaquim Barbosa tomou posse na presidência do STF, a sessão solene para a investidura de Teori no cargo não tem discursos. No protocolo da cerimônia, os convidados e autoridades presentes ouviram a execução do Hino Nacional e, em seguida, o novo ministro foi conduzido ao plenário pelos ministros mais antigo e novo da Corte, respectivamente, Celso de Mello e Rosa Weber.

Ato contínuo, o diretor-geral do STF fez a leitura do termo de posse, assinado por Teori e pelo presidente da Corte. Após cumprido esse ritual, o novo ministro recebe neste momento os cumprimentos no Salão Branco do edifício-sede do tribunal. Entre as autoridades presentes, estão os presidentes do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, representando a presidente Dilma Rousseff.

A indicação de Teori por Dilma Rousseff causou surpresa entre os petistas pela rapidez. Para diminuir a pressão dos correligionários para indicar um ministro que pudesse ajudar os partidários que estão sendo julgados no mensalão, Dilma indicou-o duas semanas após a saída de Peluso da Corte. O Senado aprovou o nome do ministro no dia 30 de outubro.

Em entrevista coletiva na segunda-feira, o novo ministro afirmou que não vai participar da atual etapa do julgamento do mensalão que, ontem, fixou a dosimetria das penas dos 25 réus condenados no processo. Os ministros faltam ainda reajustar eventuais votos e decidir, entre outros pontos, se deputados federais condenados no processo perdem automaticamente os mandatos. Teori disse que, no caso do mensalão, somente participará do julgamento dos futuros recursos contra as decisões do Supremo.

Mesmo com a posse de Teori, o Supremo não ficará com sua composição completa, de 11 ministros. Há duas semanas, o ex-presidente do Supremo Carlos Ayres Britto aposentou-se por ter completado 70 anos, idade limite para permanecer no funcionalismo público. Dilma ainda não indicou o substituto de Ayres Britto.

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