Youssef sofre colapso e é internado pela 4ª vez em Curitiba

Youssef sofre colapso e é internado pela 4ª vez em Curitiba

Doleiro desmaiou em função de problema de coração

Andreza Matais e Tania Monteiro , O Estado de S. Paulo (atualizada ás 16:20)

29 de novembro de 2014 | 14h55

BRASÍLIA – O doleiro Alberto Youssef foi internado no Hospital Santa Cruz, em Curitiba, neste sábado (29). Ele apresentou febre e dores abdominais e o atendimento médico na superintendência da PF do Paraná, onde está preso, não conseguiu reverter a situação. A informação foi confirmada ao Estado pelo advogado dele, o criminalista Figueiredo Basto, segundo quem seu cliente chegou a desmaiar na carceragem. “Evidentemente o risco de morte não deixa de existir. Ele é um coronariopata grave”, disse. Delator do esquema de corrupção na Petrobrás, segundo o advogado, Youssef já concluiu seus depoimentos, mas a colaboração ainda não foi homologada pelo juiz Sérgio Moro.

Conforme pessoas que acompanham a internação do doleiro, ao chegar ao hospital ele já não apresentava mais febre e as dores abdominais diminuiram. Mesmo assim, será submetido a uma tomografia e outros exames. A expectativa é que ele pode voltar à superintendência da PF já neste domingo se esse quadro se mantiver. No hospital ele disse aos médicos que estava com sono e gostaria de dormir. 

Youssef tem problemas de coração, mas o estresse é que teria agravado sua saúde. Desde a prisão, ele emagreceu 16 Kg. Uma fisioterapeuta foi autorizada a atendê-lo na superintendência da PF três vezes por semana. Esta é a quarta vez que ele é internado desde que foi preso em março pela Operação Lava Jato acusado de ter lavado dinheiro desviado da petroleira. 

Em outubro, na véspera da eleição presidencial, a pressão dele teria baixado, segundo investigadores, a 6x3. Na ocasião, Youssef foi internado e boatos se espalharam na internet de que ele havia morrido por envenenamento. Em nota assinada pela Polícia Federal, e não pelo hospital, informou-se que ele teve "uma forte queda de pressão arterial causada por uso de medicação no tratamento de doença cardíaca crônica". Youssef é um dos principais delatores do esquema na Petrobrás. Ele contou que os contratos de empreiteiras eram superfaturados para abastecer os partidos PP, PT e PMDB. 


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