Geraldo Magela/Estadão
Geraldo Magela/Estadão

Youssef assina acordo de delação premiada com Ministério Público

Doleiro, assim como ex-diretor da Petrobrás, Paulo Roberto Costa, vai colaborar com as investigações para ter pena reduzida

Andreza Matais, O Estado de S. Paulo

24 de setembro de 2014 | 19h40

O doleiro Alberto Youssef firmou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) no Paraná, informou uma fonte ao Estado de S. Paulo. Ele negociava esse acordo desde a manhã desta quarta-feira (24) e há pouco os termos desse trato foram fechados. As condições não foram reveladas.

Youssef é acusado pela Polícia Federal, dentro da Operação Lava Jato, de chefiar um esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras. Alvo de seis ações dentro dessa operação, o doleiro poderia receber uma pena de mais de cem anos de prisão. Com a delação premiada, espera reduzir o tempo de prisão.

O doleiro é mais um a decidir por colaborar com a Justiça e contar o que sabe em relação aos fatos apontados pela Lava Jato. O ex-diretor de abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, também aceitou fazer a delação premiada. Youssef já havia firmado um acordo semelhante no passado, no caso Banestado.

A Justiça Federal no Paraná condenou Youssef na quarta-feira da semana passada (17) a 4 anos e 4 meses de prisão Youssef pelo crime de corrupção ativa no âmbito do caso Banestado - escândalo de evasão de divisas nos anos 1990.

Uma das razões para Youssef ter feito a delação premiada foi reportagem do jornal O Estado de S. Paulo que revelou a atuação do doleiro para beneficiar uma amiga íntima com cargo em gabinete de parlamentar com presentes caros. Segundo o blog do jornalista Gerson Camarotti, da Globo News, esse fato levou a família de Youssef a pressioná-lo a fazer a delação. 

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