Young diz que fica no PPS até Marina criar um partido

Ex-candidato a senador diz que compromisso com atual legenda é só para as eleições municipais de 2012

Daiene Cardoso, da Agência Estado

29 Setembro 2011 | 17h54

O "marineiro" Ricardo Young, ex-candidato ao Senado pelo PV paulista, diz que seu compromisso com o PPS fica restrito às eleições de 2012. O empresário, que integra o Movimento Nova Política (liderado pela ex-senadora Marina Silva), foi convidado para se candidatar pelo partido à Câmara dos Vereadores de São Paulo. "Eu sou do grupo da Marina e estou me disponibilizando porque tanto ao movimento quanto ao PPS interessa essa visibilidade, mas meu compromisso é só para 2012", ressaltou. "Se eventualmente amanhã o movimento evoluir para um partido, é claro que eu estarei envolvido", completou.

Young, que anuncia nesta sexta-feira, 30, sua filiação, é a aposta do PPS para puxar os votos da legenda na eleição municipal do ano que vem. O grupo de Marina se reúne hoje para referendar o acordo.

Em apoio à candidatura de Young, que na eleição de 2010 ficou em quarto lugar com mais de 4 milhões de votos, alguns aliados de Marina estudam acompanhá-lo em sua filiação ao PPS. No entanto, as filiações à sigla valerão até a criação do novo partido de Marina, o que deve acontecer até 2013. "Nós não esperamos que o PPS seja o partido do movimento, embora o PPS esteja convergindo suas teses com a do movimento", esclareceu o empresário.

Young será recebido amanhã na Câmara dos Vereadores pelos principais caciques do PPS, entre eles o presidente nacional da legenda, deputado federal Roberto Freire (SP), o presidente do diretório estadual Davi Zaia, e o presidente do diretório municipal Carlos Fernandes, além de deputados e vereadores do partido. A pré-candidata à prefeitura de São Paulo Soninha Francine também participará do ato de filiação.

 

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