Yeda faz balanço e tenta amenizar crise

Tucana diz que publicará encarte mensal com prestação de contas

Sandra Hahn, PORTO ALEGRE, O Estadao de S.Paulo

01 de julho de 2009 | 00h00

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), fez ontem um balanço dos 30 meses de gestão e amenizou as crises políticas do período. "O Brasil sabe que o Rio Grande do Sul - não é diferente quem sabe em outros lugares - vive em turbulência política", disse ela, em discurso de 46 minutos. "Vive em efervescência política", acrescentou Yeda, que teve de contornar, na véspera do anúncio, a disposição do secretário de Transparência e Probidade Administrativa, Carlos Otaviano Brenner de Moraes, de deixar o cargo. A oposição cobra medidas de sua pasta sobre denúncias envolvendo o governo. A governadora informou que divulgará encarte mensal de "prestação de contas" em jornais e lançou um portal na internet para apresentar os gastos com programas de sua gestão.Segundo o governo, o objetivo é aplicar R$ 4,4 bilhões entre 2008 e 2010 em programas "estruturantes". A governadora disse que já foram investidos R$ 767 milhões dessa previsão. Prometendo manter o ajuste fiscal, Yeda disse que resistirá "às tentativas de anular tudo o que a população já sabe que é um direito dela". Ao abordar pressões que tem sofrido - sem especificar a quais se referia - , disse, em referência à sede do Executivo: "Este Piratini, como tratam nossa cultura e nossa história, é um palácio de resistência." E completou: "Portanto, cada ação de cada dia resiste ao retrocesso."FINANÇASO secretário da Fazenda, Ricardo Englert, disse que o governo precisará compensar a queda de arrecadação de R$ 356 milhões até junho, em relação ao previsto, para manter o equilíbrio das contas. Para isso, o governo manterá contingenciada uma verba de R$ 400 milhões, reservada desde o início do ano, e deverá transferir, para 2010, R$ 300 milhões em investimentos. Englert explicou que, até o segundo bimestre, a necessidade de ajuste do Estado era de R$ 760 milhões para compensar a queda de arrecadação e de transferências da União. O secretário considerou, entretanto, que não será preciso cortar investimentos, mas apenas adiar parte da execução. Em 2009, o governo previa investir R$ 1,250 bilhão com recursos do Executivo. Até maio, foram empenhados R$ 202 milhões desta previsão.

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