Yeda exonera mais um após escândalo do Detran no RS

Governadora ainda não informou motivo da saída do diretor; no sábado, quatro foram exonerados

SANDRA HAHN E ELDER OGLIARI, Agencia Estado

09 de junho de 2008 | 12h44

A governadora do Rio Grande do Sul,  Yeda Crusius (PSDB), exonerou mais um integrante do seu governo: o diretor de Obras do Departamento Autônomo de Estradas e Rodagem (Daer), José Luiz da Rocha Paiva. A decisão foi publicada nesta segunda-feira, 9, no Diário Oficial do Estado. O governo ainda não informou o motivo da saída do diretor, que foi substituído por José Augusto de Oliveira, cuja nomeação também foi publicada hoje.  Veja também:Gravação de conversa abre crise no governo Yeda, no RSDeputados do PT pedem saída de governadora do RSPP e PMDB rompem com chefe da Casa Civil do RS Antes disso, Yeda realizou quatro trocas no governo no último sábado, das quais três por pressão após a crise desencadeada na sexta-feira com a divulgação de uma conversa entre o então chefe da Casa Civil, Cezar Busatto (PPS), e o vice-governador, Paulo Feijó (DEM, ex-PFL). No diálogo, Busatto afirma a Feijó que "todos os governadores só chegaram aqui com fonte de financiamento; hoje é o Detran (Departamento Estadual de Trânsito), no passado foi o Daer". Yeda exonerou o chefe da Casa Civil e o secretário-geral de Governo, Delson Martini, cujo nome é citado em gravações telefônicas de dois denunciados na Operação Rodin, da Polícia Federal, que investigou esquema de fraude no Detran. Em um trecho dos diálogos, eles discutem um jeito de receber instruções de Martini para resolver impasse entre empresas que prestavam serviços superfaturados, segundo a denúncia. Além dos dois, o chefe do escritório do Rio Grande do Sul em Brasília, Marcelo Cavalcante, também foi exonerado. Ele recebeu uma carta do empresário Lair Ferst, um dos denunciados pela PF, na qual admite irregularidades no Detran. Conforme o governo, ele desconsiderou a carta pela ausência de provas. O ex-comandante-geral da Brigada Militar Nilson Bueno também deixou o cargo no final de semana. Ele foi denunciado pelo Ministério Público Militar por uso indevido de diárias e intromissão em questões da Academia Militar. O Diário Oficial publica também a substituição do ex-diretor-geral do Daer, mas a mudança foi anterior à crise política. O ex-diretor deixou a função na quarta-feira, pois pretende disputar as eleições municipais.

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