Lara Nasi/Divulgação
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Yeda enfrenta pedido de CPI e protestos contra o governo

"Há um clamor da sociedade gaúcha para esclarecer todos os fatos", declarou o presidente da Casa

Rodrigo Alvares e André Mascarenhas, estadao.com.br

14 de agosto de 2009 | 10h54

O presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, deputado Ivar Pavan (PT), deferiu o requerimento assinado por 39 parlamentares que pedia a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar supostos atos de corrupção no governo de Yeda Crusius (PSDB-RS). A CPI funcionará por 120 dias. Além do pedido, cerca de 1.500 manifestantes protestaram em frente ao Palácio Piratini até o início da tarde desta sexta-feira.

 

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De acordo com Pavan, a avaliação preliminar é de que os deputados têm a obrigação de fiscalizar o Executivo. "Há um clamor da sociedade gaúcha para esclarecer todos os fatos. Essa é uma crise como nunca antes vista no Rio Grande do Sul", declarou o presidente da AL ao estadao.com.br. A líder do governo Yeda na Assembleia, Zilá Breitenbach (PSDB-RS), disse que o governo "vai trabalhar os fatos com tranquilidade e esclarecer tudo sobre essas acusações contra a governadora".

 

O requerimento será publicado no Diário da Assembleia Legislativa na próxima -feira, haverá prazo de cinco dias consecutivos para que as bancadas indiquem os nomes que vão compor a CPI, que será composta por dois parlamentares do PT, PMDB, PP e PSDB. Partidos com pouca representação no plenário - como PDT, PTB, DEM e PPS - terão um representante. Após a indicação dos nomes dos parlamentares, haverá prazo de 3 dias que a CPI seja instalada.

 

Manifestações pró e contra Yeda Crusius se dirigiram ao Palácio Piratini durante a manhã desta sexta-feira. A assessoria de imprensa da Brigada Militar confirmou a prisão do padre Rudimar Dal Asta - coordenador da Comisão Pastoral da Terra (CPT) no Rio Grande do Sul  contrário ao governo por volta das 12h15min. Segundo a assessoria do deputado Elvino Bohn Gass (PT-RS), ele foi levado para dentro do Piratini pelos brigadianos. Poucos minutos depois, os policiais levaram-no para a 1º Delegacia de Polícia. Ele assinou um Termo Circunstanciado e foi liberado.

 

Durante o protesto, um grupo de cerca de 80 pessoas de apoio à governadora, que estava na Esplanada da Assembleia Legislativa, foi atacada com pedras e ovos pelos manifestantes que pediam a saída da tucana. Pouco antes das 13 horas, eles se aproximaram do Palácio Piratini de mãos dadas e deram um abraço coletivo no prédio sem qualquer interferferência da Brigada Militar.

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