Yeda é denunciada à Procuradoria da República por caixa 2

Empresário descreve, segundo o 'Zero Hora', 20 supostas denúncias de irregularidades na campanha de 2006

Sandra Hahn e Elder Ogliari, de O Estado de S.Paulo,

06 de julho de 2009 | 12h55

O procurador da República Alexandre Schneider enviou à Procuradoria-Geral (PGR), em Brasília, em 16 de abril, ofício em que o empresário Lair Ferst descreve 20 supostas denúncias de irregularidades cometidas durante a campanha eleitoral da governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), e no início de seu mandato, de acordo com documento reproduzido hoje pelo jornal Zero Hora. Ferst identifica-se no relato como um dos coordenadores de campanha de Yeda, informação negada pelo PSDB.

 

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Entre as denúncias formuladas pelo empresário, está uso de caixa dois durante a campanha, a compra de uma casa por Yeda por valor superior ao declarado - adquirida no dia 6 de dezembro de 2006, pouco antes de assumir o cargo - e o suposto pagamento de propina a integrantes do governo ligados ao Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

 

Procurada, a Procuradoria-Geral da República ainda não se manifestou sobre o caso. Na semana passada, a assessoria do então procurador-geral Antônio Fernando de Souza informou que ele analisava documentos sigilosos sobre a governadora, mas ainda não existia um inquérito formal. Souza deixou o cargo no fim de junho.

 

Segundo o relato de Ferst, a casa de Yeda foi comprada por R$ 1 milhão, em vez dos R$ 750 mil previstos em contrato, e a diferença foi paga com caixa dois. Não foram apresentadas provas das denúncias. O Ministério Público Estadual (MPE) recebeu representação sobre a compra da casa, formulada pela oposição e, em dezembro, decidiu arquivá-la por concluir que não houve prática de crime ou improbidade administrativa. Até o meio-dia de hoje, o governo não havia comentado o caso.

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