Yeda diz que Simon não aceitará 'negociata' em relação à CPMF

Defensora da prorrogação do imposto, governadora diz que não pedirá votos favoráveis aos senadores tucanos

ADRIANA FERNANDES, Agencia Estado

22 de novembro de 2007 | 13h10

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), defendeu nesta quinta-feira, 22, a prorrogação da vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), mas afirmou que o senador gaúcho Pedro Simon (PMDB) não aceitará uma "negociata" nas negociações de ajuda financeira do governo federal ao Estado para votar a favor da contribuição.   "Se for negociata, eu te garanto que o senador Pedro Simon está fora. Se for para melhorar a CPMF na sua proposta original, tem que produzir no Rio Grande do Sul um resultado positivo", afirmou a governadora ao chegar ao Ministério da Fazenda para uma nova rodada de negociação com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.   Na votação da emenda da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Simon foi substituído e não votou. O seu voto, no plenário, é considerado importante para a aprovação da emenda.   Apesar de defender a prorrogação da CPMF, Yeda Crusius disse que não pedirá aos senadores do seu partido, o PSDB, para votarem a favor da proposta. "Não vou pedir. Voto do senador é voto do senador. O senador tem as suas razões. A opinião da governadora eu dou", disse ela, acrescentando que "não se pode retirar a CPMF do governo federal de repente."   "Nesse sentido, eu creio que as conversas permanentes que temos tido com os três senadores (do Rio Grande do Sul) ajudam o Brasil na discussão da CPMF com modificações", admitiu.   Renegociação de dívidas   Yeda afirmou que o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, terá que ser "a mulher de César" nas negociações em que o Estado reivindica ajuda do governo federal. O gaúcho Augustin é petista e foi secretário de Fazenda do Estado.   "Ele (Augustin) tem um trabalho duro pela frente. Passa a ser 'a mulher de César': tem que mostrar todo dia que é honesta", disse Yeda Crusius, referindo-se ao fato de os petistas fazerem forte oposição ao governo dela.   Ela fez críticas ao PT, afirmando que o partido torce para que seu governo não dê certo. "Não tenho dúvida de que há uma pressão do partido para que o governo não dê certo no Rio grande do Sul. É o não pelo não. Eu já os chamei para conversar, e eles (os petistas), de uma maneira não republicana, não vieram." A governadora disse que espera uma atitude "racional" do governo nas negociações sobre ajuda ao seu Estado.

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