Yeda discute com Mantega 13º do funcionalismo do RS

A audiência que a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), terá amanhã, às 11h, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em Brasília, vai definir a estratégia do governo gaúcho para cumprir o pagamento do 13º salário do funcionalismo, um desembolso de quase R$ 620 milhões. Yeda aguarda resposta do ministério sobre créditos reivindicados pelo Estado para saber se poderá contar com recursos extraordinários ainda este ano. Com dificuldades financeiras, o governo vem parcelando os salários de uma parte do funcionalismo desde março.O secretário da Fazenda, Aod Cunha de Moraes Júnior, apresentou os números do Estado ao ministro em reunião no dia 7 de novembro e Mantega prometeu uma resposta em duas semanas. Desde lá, as alternativas do governo para amenizar o déficit orçamentário em 2008 foram reduzidas depois que a Assembléia rejeitou pacote de medidas com aumento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). O pacote não engordaria a receita ainda em 2007, mas ajudaria a financiar o déficit do próximo ano.Com as medidas do pacote, o resultado negativo cairia para R$ 550 milhões em 2008. Sem ele, deve ficar em R$ 1,278 bilhão, estima a Secretaria da Fazenda. Entre os créditos cobrados pelo Rio Grande do Sul da União estão R$ 856 milhões por investimentos feitos em estradas federais. O governo gaúcho também busca devolução por perdas da Lei Kandir, entre outras pendências.EmpréstimoSem o ingresso de receita extraordinária, o governo admite avaliar um pedido de empréstimo ao Banco do Estado do Rio Grande do Sul (Banrisul) para depositar em dia o 13º salário. A alternativa foi usada pelo antecessor de Yeda, Germano Rigotto (PMDB), nos últimos quatro anos.Outro ponto da pauta, segundo o secretário de Comunicação, Paulo Fona, é o aval do Ministério da Fazenda ao empréstimo que o Rio Grande do Sul negocia com o Banco Mundial (Bird). O banco de fomento poderá emprestar entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão para que o Estado pague dívidas que têm encargos mais elevados e melhore o perfil do passivo. A União já sinalizou positivamente, mas falta a aprovação formal.

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