Yeda defende uma agenda desenvolvimentista para o Brasil

A governadora eleita do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB-RS), defendeu nesta quarta-feira, 22, a elaboração de uma agenda desenvolvimentista para o Brasil. A tucana disse que é fundamental a elaboração de propostas que permitam o desenvolvimento sustentável para o País e com repartições mais justas (da arrecadação tributária) entre os Estados, após almoçar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), em Brasília."O PSDB deve ter uma oposição responsável, como sempre. Nossa oposição busca a evolução e não apenas a crítica e o desmanche do que está sendo feito pelo governo vencedor (do presidente petista Luiz Inácio Lula da Silva)," destacou ela, em entrevista à Agência Estado.A agenda desenvolvimentista para o Brasil também foi discutida, nesta quarta, no encontro que Yeda teve com o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB). "Nós vamos fiscalizar (o governo Lula). O que for trazido como uma agenda do presidente, nós vamos avaliar criticamente, mas não vamos deixar de sugerir o que é bom para cada Estado, para o conjunto dos Estados e para a federação." Na sua avaliação, "o PSDB está num degrau evolutivo muito grande ao propor uma agenda para o País". E emendou: "Queremos construir uma agenda com compromissos que sejam honrados e todos eles a favor do Brasil".Aceno de LulaSobre o aceno que o presidente Lula vem fazendo ao PSDB, no sentido de abertura de diálogo entre as duas legendas, a governadora tucana disse que isso é positivo em todos os sentidos. "Ele (Lula) sabe que deve conversar com a oposição. É assim que está definida a coisa, o somos oposição que se mostra responsável e propositiva." Ela acredita também que as relações do PSDB com a população, em geral, tende a se intensificar na medida em que a legenda apresentar e defender suas propostas.Yeda reiterou, porém, que antes de qualquer conversa com o petista, vai se dedicar a resolver uma questão essencial para o Rio Grande do Sul: "Estamos realizando a discussão de um orçamento que vai ser votado até o final de novembro na Assembléia Legislativa, num Estado que está numa crise fiscal e financeira muito grande. Primeiro vamos tratar da transição no orçamento para depois fazer nossa agenda com presidente Lula," informou.Questionada a respeito das novas críticas que o presidente Lula dirigiu aos tucanos e ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, ela respondeu: "Eu acho que é para não perder o hábito, né? Eu acho que é isso, só que agora ele é governo, cabe à oposição fazer as críticas." E continuou: "Devemos estar permanentemente em embate, mas embate a favor do Brasil e não embate para, através da crítica, demolir o que o outro tenha feito ou o que este esteja disposto a fazer. Não é para destruir, é para construir."

Agencia Estado,

22 de novembro de 2006 | 21h39

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