Yeda cria secretaria de Irrigação no Rio Grande do Sul

Depois de concluir sua segunda reunião com o secretariado, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), anunciou nesta sexta-feira a criação da Secretaria Extraordinária de Irrigação, tema que foi promessa de campanha e representa um de seus maiores desafios na área agrícola. Yeda indicou o economista e geólogo Rogério Porto para ocupar o cargo, que colaborou com seu programa de governo no capítulo referente à agropecuária. Porto foi secretário executivo do Conselho de Recursos Hídricos do Estado no governo Pedro Simon, do PMDB (1986-1990), quando o órgão era ligado à Secretaria de Obras. Ele também presidiu o Instituto Rio-Grandense do Arroz (Irga) de 1996 a 1998 na administração Antônio Britto, à época no PMDB, e foi superintendente do Sebrae em 1999 e 2000. O novo secretário não quis fornecer detalhes do plano que pretende implementar nem quais as culturas que poderão ser beneficiadas pela irrigação, argumentando que primeiro as propostas precisam ser aprovadas pela governadora, com quem deve se reunir na próxima semana. Ele também não indicou quais as possíveis fontes de recursos nem o orçamento necessário para implantar as medidas. Porto garantiu que, quando estiver fechado, o plano irá estabelecer metas. Entre as propostas de Yeda consta, no item dedicado à agropecuária, a de "implantar o programa estadual de irrigação, com ações específicas por microrregiões do Estado". Polêmica Nos debates entre os candidatos, o tema causou polêmica durante a campanha eleitoral do segundo turno, especialmente sobre os custos da irrigação. No programa de governo, Yeda prevê usar o modelo de parcerias público-privadas na irrigação. Embora a irrigação no Rio Grande do Sul tenha merecido maior destaque após duas safras consecutivas frustradas por estiagens no verão, a técnica já é bastante usada no Estado. Os produtores gaúchos respondem por quase um terço do total irrigado com grãos no Brasil graças ao plantio do arroz, que usa esse sistema de cultivo.

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