Yeda considera precipitada apoio de PSDB à Chinaglia

A governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), considerou precipitada a decisão de parte do PSDB de apoiar o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara dos Deputados. Para a governadora, o PSDB tem que tomar a decisão que for melhor para o partido. A governadora destacou, entretanto, que nem ela e nem o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) foram consultados a respeito do assunto. "O partido tem de aprender que uma pessoa como o FHC precisa participar da negociação. Nem eu, nem ele fomos consultados, portanto, considero a decisão prematura", avaliou, após participar nesta segunda-feira da abertura da Couromoda, no Anhembi. Na avaliação de Yeda, a disputa pela presidência da Casa é saudável, os poderes são independentes, mas há divergências até mesmo dentro da base do governo, "tanto é que existem dois candidatos entre os aliados". "Isso mostra que a disputa vai além do critério da proporcionalidade", afirmou.Para ela, o PSDB é o maior partido da oposição e deve decidir de que forma fará oposição ao governo. "As pessoas dizem que somos um partido que sempre fica em cima do muro, mas na verdade fazemos discussões abertas e todos os partidos deveriam seguir essa linha, principalmente numa decisão como a da presidência da Câmara", pontuou. Yeda negou haver uma crise dentro do PSDB, em relação à presidência da Câmara, e disse também que a aliança com o PFL não está estremecida. "A discussão aberta qualifica o debate político e espero que haja consenso entre a decisão da direção do PSDB e a da bancada do partido. Gostaria que o voto fosse consensual, mas não há crise dentro do PSDB, pois sempre temos diferentes pontos de vista", declarou. "O PFL tem que exercer sua idéia de ser oposição, assim como nós. Caminhamos juntos como oposição, mas não somos irmãos gêmeos, somos bastante diferentes".Ao ser questionada sobre se apoiava a candidatura de terceira via, a governadora afirmou ter sido muito combativa quando parlamentar, mas destacou que a decisão é da bancada atual. Sobre as denúncias a respeito do deputado Raul Jungmann (PPS-PE), um dos articuladores da candidatura alternativa, ela disse que vieram num momento "estranho", mas afirmou que o deputado saberá responder a questão e provar sua inocência.

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