Yeda confirma novos secretários e homenageia demitidos

Yeda confirmou a escolha do prefeito de Santa Cruz do Sul, José Alberto Wenzel, para a chefia da Casa Civil

Sandra Hahn, de O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2008 | 19h59

Em discurso de quase 20 minutos, a governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), confirmou nesta noite dois nomes para recompor seu secretariado e fez uma homenagem aos que saíram dos cargos desde 6 de junho, quando sua administração entrou em crise. "Quero dedicar este momento aos que tombaram", afirmou.   Veja também: Gravação de conversa abre crise no governo Yeda, no RS Deputados do PT pedem saída de governadora do RS PP e PMDB rompem com chefe da Casa Civil do RS   Yeda confirmou a escolha do prefeito de Santa Cruz do Sul, José Alberto Wenzel (PSDB), para a chefia da Casa Civil. Wenzel informou que irá renunciar ao cargo e a uma possível candidatura à reeleição para assumir a pasta. Ele irá substituir Cezar Busatto (PPS), cuja conversa gravada com o vice-governador do Estado, Paulo Afonso Feijó (DEM), deflagrou a crise. Nela, Busatto abordava o financiamento de campanhas com uso de estatais.   A governadora também anunciou a procuradora Mercedes Rodrigues (PSDB) para a secretaria-geral de Governo, que ficou vaga com a saída de Delson Martini, ouvido na segunda pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Detran por ter seu nome citado em conversas interceptadas pela Polícia Federal como alguém que supostamente poderia orientar participantes de esquema no órgão a resolver um impasse. Após uma nota de solidariedade na sexta-feira, integrantes da executiva nacional do PSDB visitaram ontem (16) a governadora. O deputado federal José Aníbal (PSDB-SP), que participou do encontro, disse que colegas de partido do vice-governador gaúcho lhe manifestaram "estranheza e insatisfação" com o comportamento do correligionário, que gravou a conversa. "Isso (a atitude de Feijó) não contribui nem mesmo para esclarecer aquilo que supostamente se quer esclarecer", avaliou Aníbal.   Wenzel disse que ganhou a tarefa de "aprofundar" a relação do governo com a Assembléia e se sente "desafiado" por assumir o cargo em meio à crise. Questionado sobre se o apoio do PSDB nacional ao governo não seria insuficiente até agora, o futuro secretário ponderou que a governadora não tem divulgado todas as ligações que recebeu nos últimos dias, mas tem "total apoio" da direção nacional da legenda.   Yeda ainda aproveitou o discurso, em assinatura de convênio para liberação de recursos da Consulta Popular - forma de pesquisa sobre prioridades locais de investimento -, para fazer uma crítica velada ao governo federal no processo de aval ao empréstimo de US$ 1,1 bilhão do Estado junto ao Banco Mundial. "Está lá em Brasília o secretário Aod (Aod Cunha de Moraes Júnior, da Fazenda) em meio a um tumulto", afirmou. "Esse tumulto são condições, condições e novas condições para assinar o que já está decidido", acrescentou, defendendo que não faltaria nenhum requisito para concluir o contrato. Aod Cunha teve reuniões hoje com a Secretaria do Tesouro Nacional e senadores gauchos.

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