Xavantes e posseiros podem entrar em confronto no Mato Grosso

Cerca de 400 índios xavantes e 500 posseiros estão armados em uma reserva indígena em Mato Grosso e podem entrar em confronto a qualquer momento. A Polícia Federal já enviou cerca de 20 agentes para o local, mas o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Gomes, admitiu nesta terça-feira a possibilidade de usar o Exército para evitar um derramamento de sangue. A Funai tem informações de que pelo menos uma pessoa teria morrido com 40 tiros.Gomes deverá seguir hoje para a área Maralwatsede, na localidade de Suiamissu, em Mato Grosso, para tentar uma negociação entre posseiros e os índios xavantes, considerados um dos grupos mais ferozes entre os povos indígenas do País. Segundo informações da Funai, pelo menos 400 guerreiros estão de um lado do rio que corta a região, enquanto que posseiros estão em margens opostas, também fortemente armados.A Funai enviou o sertanista Cláudio Romero para o local, mas sua permancência é arriscada, uma vez que ele sofreu ameaças de morte. A Justiça Federal deverá ser acionada para decretar um desarmamento na região à pedido do Ministério Público Federal. Gomes se reuniu nesta terça com o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que determinou o envio de um reforço da PF. A terra Maralwatsede é homologada pela União, que ainda não determinou a retirada dos posseiros. Segundo a Funai, a desocupação da área foi um dos motivos pelo qual os xavantes decidiram retomá-la à força, mas encontrou a resistência dos moradores de cidades próximas. Uma pessoa teria sido morta à tiros, uma informação ainda não confirmada pela PF, depois de ter fornecido alimentos para os índios.

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