Wladimir Costa chama partidos da oposição de 'organização criminosa'

Deputado faz discurso inflamado e é repreendido pelo presidente da Câmara

Fernando Nakagawa, Eduardo Rodrigues e Julia Lindner, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2017 | 16h04

BRASÍLIA - Conhecido nos últimos dias pela tatuagem em homenagem a Michel Temer, o deputado Wladimir Costa (SD-PA) fez um discurso inflamado em defesa do presidente da República. "Temer não vai apoiar safadezas porque é um governante decente", disse o parlamentar que foi o primeiro a discursar na sessão de debates que antecede a votação.

Na tribuna, o deputado disparou contra vários grupos. Costa criticou desde os institutos de pesquisa até a oposição. "O Ibope não tem moral", disse o deputado, ao comentar pesquisas de popularidade de Temer. "No Pará, eu digo que Temer tem aprovação de mais de 80%." Enquanto disparava contra a oposição, Costa afirmou que "quem é Temer até tatua o nome dele aqui no ombro". Costa foi um dos deputados beneficiados pela liberação de verbas pelo Palácio do Planalto para emendas parlamentares nas últimas semanas.

O discurso do deputado gerou reação curiosa da oposição. Alguns parlamentares riram do comportamento de Costa enquanto outros pediam que o deputado do Pará exibisse a tatuagem famosa nos últimos dias. No plenário, alguns colegas faziam sinais com as mãos que imitava uma garrafa sendo bebida.

Em seguida, Mauro Pereira (PMDB-RS) também fez a defesa de Temer. Com discurso mais contido, o parlamentar gaúcho defendeu a reação da economia e acrescentou que a manutenção do governo Michel Temer permitirá que o quadro melhore ainda mais nos próximos meses. 

Bronca.  Costa levou há pouco uma bronca do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ao chamar os partidos de oposição de organização criminosa. "Aqui há partidos políticos e não organizações criminosas. Peço que o senhor não volte a usar essa expressão", interrompeu Maia. "Essa é a minha opinião", rebateu Costa. 

Mais conteúdo sobre:
Wladimir Costa Michel Temer Rodrigo Maia

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.