Mauro Pimentel/AFP
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Witzel cita em currículo doutorado em Harvard sem nunca ter estudado na instituição

Assessoria do governador do Rio informou que registro será corrigido

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

22 de maio de 2019 | 15h11
Atualizado 23 de maio de 2019 | 10h16

RIO - O governador do Rio, Wilson Witzel, informou em seu currículo Lattes que parte de seu curso de doutorado na Universidade Federal Fluminense (UFF) teria sido feito na universidade americana de Harvard. A informação, no entanto, é falsa. A denúncia foi feita pelo jornal O Globo.

A assessoria do governador  informou que “não há erro” e que o registro na plataforma digital dizia respeito a uma intenção de Witzel no momento em que começou o doutorado, em 2015, quando ainda era juiz federal, e que será corrigida.

“Não há erro no Currículo Lattes do governador Wilson Witzel”, informou a nota oficial. “Em seu projeto inicial de doutorado, ele incluiu a possibilidade de aprofundar os estudos em Harvard, projeto interrompido pela campanha ao governo do Estado, em 2018, quando se encerraram as inscrições para a universidade norte-americana (....). Quando o governador iniciou o doutorado atuava como juiz federal e não tinha como prever que o projeto de estudar em Harvard poderia ser adiado em razão da eleição.”

A assessoria de comunicação da UFF confirmou que o governador está cursando o doutorado na instituição, mas informou que ele nunca pediu para participar da seleção que escolhe os alunos que seriam enviados a Harvard com bolsa paga pelo governo brasileiro.

As inscrições para o período em Harvard estiveram abertas entre 2015 e 2018. Esse tipo de curso é conhecido como “sanduíche”, quando o aluno faz parte do doutorado em um outra instituição, parceira daquela em que ele estuda. 

O governador estuda em seu doutorado o tema “judicialização da política” no Instituto de Ciências Humanas e Filosofia e tem até 31 de agosto para defender sua tese e concluir o curso. A rigor, o governador deveria ter concluído o doutorado em fevereiro, mas pediu à instituição uma prorrogação de seis meses – uma extensão de prazo que pode ser solicitada por qualquer aluno.

O currículo de Witzel registra ainda uma especialização em direito empresarial, além de um mestrado em Direito Civil pela Universidade Federal do Espírito Santo – o que foi confirmado pela instituição. De acordo com a assessoria do governador, todas as demais informações do currículo estão corretas.

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