Walter Pinheiro não votará a favor da cobrança de inativos

O deputado Walter Pinheiro (PT-BA) afirmou que não aceita, em nenhuma hipótese, votar a favor de criação da cobrança de contribuição previdenciária para os servidores públicos inativos e antecipou que terá de ser enquadrado se o governo fechar questão sobre o assunto: "Não voto na taxação dos inativos, porque fui eleito dizendo que não faria isto. Aí a decisão será do partido. Terei que me submeter à decisão". Pinheiro criticou o presidente do PT, deputado José Genoino (SP), por afirmar que já existe resolução do partido recomendando a taxação dos servidores inativos na reforma da Previdência. Segundo Pinheiro, se essa resolução existe, deveria ser retroativa e punir toda a bancada, que votou contra esse dispositivo nas tentativas anteriores de se fazer a reforma. Pinheiro afirmou que é preciso abordar outros aspectos da Previdência para se garantir a sua sustentabilidade. O deputado acusa o governo de não ter propostas para estancar a perda de recursos causada pela renúncia fiscal, ou medidas para combater a sonegação. "O problema está só com as aposentadorias dos servidores?", pergunta Pinheiro. Ele defende um amplo debate, em todo o partido, da proposta de instituição da cobrança de contribuição previdenciária dos inativos. A entrega do texto da proposta de reforma da Previdência ao Congresso pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva está marcada para depois de amanhã. A possibilidade de o PT vir a fechar questão sobre a reforma previdenciária só deverá se concretizar quando o texto for votado em plenário.Antes disso, os partidos da base aliada deverão discutir mudanças no texto durante a sua tramitação na comissão especial da Câmara e no plenário.DúvidasA reunião da bancada do PT com o ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, está servindo para a apresentação da proposta do governo e para tirar algumas dúvidas sobre o tema. O deputado Paulo Rocha (PT-PA) disse que não está sendo discutido o mérito da proposta, mas apenas esclareciementos sobre alguns pontos. O deputado Paulo Bernardo (PT-PA) fez a mesma avaliação sobre a reunião e disse que uma posição sobre o fechamento de questão pelo partido só será tomada numa outra fase da tramitação da proposta. Paulo Rocha, por sua vez, afirmou que a única novidade na proposta do governo apresentada hoje é a instituição da contribuição dos inativos. O restante, disse, fazia parte das propostas que o PT defende. Rocha defende uma discussão sobre o limite de isenção da contribuição previdenciária dos inativos mas adiantou que vai votar favoravelmente à proposta.Veja o índice de notícias sobre as reformas

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