Walter Feldman diz que denúncia contra ele é 'coisa de aloprado'

Citado no relatório sobre cartel de trens do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, deputado nega envolvimento e acusa PT de estar por trás do caso

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo,

23 de novembro de 2013 | 17h37

SÃO PAULO - O deputado Walter Feldman (PSB-SP), citado no relatório do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer, disse neste sábado, 23, que a denúncia contra ele é "coisa de aloprado".

"O PT tem tradição nisso", afirmou, em referência ao escândalo eleitoral de 2006, quando integrantes do PT foram presos pela Polícia Federal em um hotel de São Paulo ao tentar comprar um dossiê contra o então candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra. Feldman era filiado ao PSDB até outubro, quando deixou o partido para entrar no PSB.

O ex-diretor afirma no relatório que Feldman tem "uma relação muito próxima" com Arthur Teixeira, proprietário da empresa de consultoria Procint e apontado pelo Ministério Público como lobista e pagador de propina a agentes públicos. O deputado diz não conhecer o empresário. O documento também envolve políticos ligados a Geraldo Alckmin (PSDB), entre eles o chefe da Casa Civil do governador paulista, Edson Aparecido.

Citando reportagem publicada neste sábado pelo Estado, Feldman afirma que o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, cumpriu um protocolo ao enviar à Polícia Federal o relatório sobre o cartel de trens. Ele, no entanto, considera suspeito o fato de o texto ter sido entregue ao ministro pelo deputado estadual licenciado Simão Pedro (PT), hoje secretário de Serviços da Prefeitura de São Paulo.

O deputado afirmou ainda que vai entrar com um pedido na Justiça para ter acesso ao relatório de Rheinheimer. Também disse que vai telefonar para o ministro da Justiça, com quem mantém uma relação de amizade, para conversar sobre o assunto.

Encontro. Feldman participou pela manhã do encontro estadual PSB-Rede em São Paulo. Em seu discurso, falou da necessidade de aprofundar o debate sobre "princípios e valores" na política, citando a ética como um valor fundamental.

O deputado, ao lado da ex-ministra Marina Silva, foi um dos fundadores do movimento “Nova Política” e é um dos principais articuladores da Rede, partido que não conseguiu o registro na Justiça Eleitoral a tempo de disputar as eleições de 2014.

Durante o evento, Feldman recebeu a solidariedade de colegas, como a herdeira do Itaú Neca Setúbal, que também trabalhou pela criação da Rede.

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