Waldomiro não declarou IR em 2001 e se disse isento em 2000

A CPI da Loterj da Assembléia Legislativa fluminense constatou, pela quebra do sigilo fiscal do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil Waldomiro Diniz, que ele não ostentava sinais exteriores de riqueza incompatíveis com a renda que oficialmente apresentava. Parlamentares da comissão estranharam, porém, que o investigado tenha se apresentado como isento do IR em 2000 ? já que ganhava muito além da faixa de isenção, que é de pouco mais de R$ 12 mil anuais ? e não tenha declarado o tributo em 2001. Ele tem depoimento marcado para esta terça-feira na CPI e no Ministério Público, ambos no Rio.?Acho estranho que uma pessoa renomada, que ocupava um cargo importante no governo, não tenha declarado Imposto de Renda?, afirmou um dos relatores da CPI, deputado Paulo Melo (PMDB). ?É uma coisa para a Receita Federal investigar.? De acordo com fontes que tiveram acesso à documentação, nas duas declarações (de 2002, com ano-base 2001, e de 2003, com ano-base 2002), Waldomiro apresentou rendimentos pouco inferiores a R$ 60 mil. Nos dois casos, recolheu cerca de R$ 10 mil de IR na fonte e teve em torno de R$ 4,5 mil de restituição. Ele não tem imóveis, nem caderneta de poupança, e, à exceção de um título de capitalização de menos de R$ 400,00, não tem dinheiro aplicado.Nos documentos de 2002, dizem as fontes, não há registro de veículos. Nos de 2003, há dois carros, um ainda sendo pago a prestações. Em ambas as declarações, Waldomiro apresentou patrimônio de cerca de R$ 17 mil e de R$ 40 mil e declarou dívidas de R$ 7 mil, em 2001, e R$ 50 mil no ano seguinte. Ele não apresentou outras fontes de rendimento além da representação do Estado do Rio em Brasília (ocupou o cargo no governo Anthony Garotinho) e da Loterj (para cuja presidência foi nomeado por Garotinho em 2001, sendo mantido pela governadora petista Benedita da Silva em 2002).

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