"Waldomiro era o elo entre direção do PT e Garotinho", diz Soares

Em depoimento à CPI da Loterj/Rioprevidência da Assembléia Legislativa fluminense, o ex-secretário nacional da Segurança Pública Luiz Eduardo Soares criticou a forma como o PT montou alianças e disse que em 2002 Waldomiro Diniz era o elo entre a direção nacional do PT, então presidido por José Dirceu, e o candidato do PSB a presidente, Anthony Garotinho. No governo de Benedita da Silva (PT), de abril a dezembro de 2002, Waldomiro foi mantido na presidência da Loterj, cargo para o qual fora nomeado na gestão de Garotinho.Exonerado do cargo no ano passado sob acusação de nepotismo, Soares fez duros ataques ao governo federal petista. Segundo ele, a Casa Civil, comandada pelo ministro José Dirceu, nomeou o superintendente da Polícia Rodoviária Federal com base em indicações políticas clientelistas e estimulou o loteamento de cargos e o aparelhamento da máquina do Estado. Soares afirmou ainda que recebeu telefonemas de Waldomiro quando era subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil, Waldomiro Diniz, indicando nomes para a Secretaria Nacional da Segurança Pública, mas disse que as solicitações não foram atendidas. ?O governo do PT é o autoritarismo stalinista, misturado com as velhas práticas do coronelismo brasileiro?, declarou. Ele acusou o empresário Sérgio Canozzi de ter oferecido, em abril de 2002, ?um esquema de drenagem para campanha política? que seria capaz de arrecadar até R$ 500 mil por mês. Segundo Soares, foi Canozzi que lhe disse que o então presidente da Loterj, Waldomiro Diniz, operava um esquema que "arrecadava pouco?.

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