Waldomiro e mais 19 são indiciados por escândalo da Loterj

O titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), Milton Olivier, encaminhou nesta quarta-feira ao Ministério Público (MP) o inquérito que investiga a gestão de Waldomiro Diniz como presidente da Loteria do Estado do Rio de Janeiro (Loterj). O delegado indiciou 20 pessoas, todas elas acusadas de formação de quadrilha. Ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil e um dos principais assessores do então ministro José Dirceu, Waldomiro foi demitido em 2004, após denúncia de que teria cobrado propina do empresário de jogos Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Waldomiro foi indiciado também por peculato e corrupção passiva.Antes de encaminhar o inquérito, Olivier informara que pediria a prisão preventiva de Waldomiro e outros indiciados. Nesta quarta-feira, o delegado fugiu da imprensa. A divulgação do resultado das investigações, iniciadas em fevereiro de 2004, foi feita exclusivamente pelo site da Secretaria de Segurança Pública e não esclareceu se a medida foi solicitada à Justiça. Além de Waldomiro, estão entre os indiciados o ex-deputado Carlos Alberto Rodrigues Pinto, o Bispo Rodrigues, preso na Operação Sanguessuga. Ele responderá pelos mesmos crimes do ex-assessor de Dirceu.Os demais indiciados no inquérito são: Márcia Alzira Lopes de Paula (peculato); Rivângela França Barros (peculato e corrupção passiva); Ana Cristina Moraes Moreira Senna (peculato); Amaro Sérgio Santos Rios (falsidade ideológica); André Pessoa Laranjeira Caldas (falsidade ideológica); João Domingos Filho (peculato); Jorge Geraldo da Veiga Vieira; José Carlos Costa Simonin (lei de licitações); Também foram indiciados José Luiz Quintães (falsidade ideológica); José Renato Granado Ferreira; Luiz Carlos Santos de Souza (corrupção ativa); Wagner da Silva Corrêa (peculato); Kátia Rognoni (falsidade ideológica); Leonardo Barreto Nigromonte (falsidade ideológica); José Carlos da Silva Ruivo (falsidade ideológica); José Ângelo Beghini; e Lenine Araújo de Souza.No caso Loterj, Waldomiro é acusado de beneficiar Carlos Cachoeira, manipulando concorrência para que a Combralog, pertencente ao empresário, ganhasse licitação para explorar jogos eletrônicos on line no Estado do Rio. Ele teria ainda autorizado o funcionamento de bingos irregulares e, por meio desses "favores", enriquecido ilicitamente.

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