Waldomiro e Carlinhos Cachoeira se contradizem em acareação

O ex-subchefe de assuntos parlamentares do Palácio do Planalto, Waldomiro Diniz, está sendo acareado com o bicheiro Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, na Assembléia Legislativa de Goiás. A acareação foi convocada pela CPI da Loterj do Rio de Janeiro para esclarecer contradições dos depoimentos individuais que ambos prestaram à Polícia Federal e à própria CPI. Diniz foi flagrado, em fita de vídeo divulgada em fevereiro passado, negociando com o bicheiro recursos para campanhas eleitorais e propina para sí próprio. No depoimento de hoje, Diniz disse que foi Cachoeira quem se ofereceu para doar recursos para as campanhas eleitorais, na eleição de 2002. Informou também que só recebeu R$ 100 mil, em cinco parcelas de R$ 20 mil, para o candidato ao governo do Distrito Federal, Geraldo Magela, mas negou que tivesse recebido recursos para as campanhas de Rosinha Matheus e Benedita da Silva, candidatas ao governo do Rio. Cachoeira, porém, disse que não deu dinheiro de campanha para ninguém, "muito menos para Geraldo Magela", a quem nem sequer conhecia, conforme declarou. O presidente da CPI, Alessandro Calazans, disse que um dos dois está mentindo e ameaçou processá-los por falso testemunho. A CPI ficou de marcar uma acareação de Waldomiro Diniz e o tesoureiro da campanha de Magela para confirmar se o dinheiro foi mesmo entregue ou não ao candidato do DF.

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