Waldomiro Diniz foi cobrador de ônibus em Bauru

O ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Casa Civil do governo federal, Waldomiro Diniz, pivô de toda a crise que poderá levar à instalação da CPI dos Bingos e ameaça o ministro José Dirceu, começou sua vida profissional aos 17 anos, como cobrador de ônibus em Bauru (SP). A revelação foi feita ontem em reportagem do "Jornal da Cidade", de circulação regional que, entre outras coisas, exibiu a sua ficha funcional na Empresa Circular Cidade de Bauru, recentemente desativada. Ele permaneceu na empresa durante dez meses e saiu do emprego porque o pai, Alcino Francisco da Silva, fez questão que continuasse estudando. Nascido em Guaraçai, ainda menino, Waldomiro ajudou um irmão numa loja em São Paulo. Sua família - o pai, mãe e quatro irmãos - moraram em Bauru durante 17 anos, numa casinha localizada na avenida das Bandeiras nº 12-65, no Parque Real, bairro pobre da periferia. Mudaram-se há três anos, de volta para Guaracaí, onde hoje ocupam uma chácara. Na época, foi Agenor Dutra Pereira quem se encarregou da venda de quatro lotes de 300 metros cada que a família possuia no local. O amigo lembra-se que depois de virar assessor político, Waldomiro vinha de avião a Bauru para visitar os familiares. Mas quem conta bem sua trajetória é o sindicalista bancário Admilson Canuto, que com ele conviveu. Lembra ele que Waldomiro foi contínuo no Banco Nacional da Habitação, na Praça Roosevelt, em São Paulo, onde serviu café e fez serviço de banco entre 1979 a 1986 e não pôde fazer concurso para a Caixa Econômica Federal porque não tinha o segundo grau, mas acabou conseguindo uma vaga de escriturário sem concurso.Canuto observa que já naquele tempo, ele era um menino educado, inteligente e bom para conversar e que a vaga na CEF caiu-lhe às mãos quando o governo Sarney extinguiu o Banco Nacional da Habitação (BNH), transferindo seus serviços e pessoal para a Caixa. A volta para Bauru deu-se em 1989, quando a CEF instalou na cidade sua superintendência regional. Canuto que, com ele conviveu em São Paulo, lembra que reencontrou Waldomiro em Brasília, no ano de 1991, quando já vinculado ao ex-deputado Airton Soares e ao então deputado José Dirceu, lutava contra as demissões que o presidente Fernando Collor promovia entre os funcionários da Caixa. A trajetória por Bauru ainda revela que no dia 7 de janeiro de 1984, Waldomiro casou-se com Cindia Meire Gonçalves, natural de Tupã (SP), de quem se separaria em setembro de 1996, através de ato homologado na 3ª Vara Cível de Bauru. Desse casamento, nasceu a filha Camila, hoje com 18 anos e morando com a mãe, no bairro paulistano de Santana.

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