Walderval Santos ganha pelo menos duas sessões de sobrevida

Um pedido de vista formulado pelo deputado Inaldo Leitão (PL-PB) motivou o adiamento na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, do relatório da deputada Denise Frossard (PPS-R) pela rejeição de recurso interposto pelo deputado Wanderval Santos (PL-SP) contra a decisão do Conselho de Ética de propor ao plenário a cassação de seu mandato. O adiamento deu sobrevida de duas sessões ordinárias ao parlamentar, que sofre processo de cassação porque um assessor de seu gabinete recebeu R$ 150 mil do caixa 2 do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza. Com o pedido de vista, a votação do parecer, lido hoje na CCJ, deverá ficar para a semana que vem. Se o parecer for aprovado, não haverá mais recurso possível para Wanderval na Câmara, mas ele ainda terá a opção de recorrer ao Supremo Tribunal Federal na tentativa de evitar seu julgamento pelo plenário da Câmara.No recurso, Wanderval Santos, ex-bispo da Igreja Universal, sustenta que deveria ter tido novos prazos para defesa, porque a razão principal da condenação não foi o fato que motivou a abertura do processo contra ele. Um assessor de Wanderval recebeu R$ 150 mil em dinheiro vivo do valerioduto. O parlamentar defende-se dizendo que não soube do saque, que teria sido feito a mando do então deputado Bispo Rodrigues, também da Igreja Universal e superior a Wanderval na hierarquia da igreja. Wanderval diz que obedecia ordens de Rodrigues na Câmara e que orientou seus assessores a seguirem as ordens do líder.Rodrigues, que já não pertencia mais à Universal, renunciou ao mandato depois que foi denunciado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) como um dos organizadores do mensalão, pagamento de propina a deputados para apoiarem pleitos governistas na Câmara.

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