Waldeck Ornélas faz defesa de ACM no Senado

A primeira parte da sessão do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar do Senado, na qual foi ouvido o jornalista Andrei Meireles, da revista IstoÉ, foi marcada pela atuação do senador Waldeck Ornélas (PFL-BA) no papel de defensor do senador Antônio Carlos Magalhães (PFL-BA). Ornélas procurou desqualificar a revista e o jornalista, dizendo que o mesmo está respondendo a processo aberto por Magalhães. Ele disse ainda que a revista foi condenada por reportagem publicada sobre irregularidades no governo da Bahia.Duas reportagens da IstoÉ levaram o Conselho de Ética a instalar processo para apurar suposta violação do voto secreto dos senadores na votação da cassação do então senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Os parlamentares do PMDB presentes à sessão têm atuado com cautela. A manifestação mais forte foi do líder do partido no Senado, Renan Calheiros (AL), que elogiou o jornalista Meireles pelo "esforço de reportagem" e pelo "furo" dado com a publicação do conteúdo das fitas. Segundo o senador, a restauração mesmo que parcial do diálogo entre Magalhães e os procuradores da República foi suficiente para trazer importantes esclarecimentos sobre o caso.O presidente do PPS, senador Roberto Freire (PE) argumentou que a Comissão precisa atuar com cautela, pois a fita, mesmo que estivesse integralmente audível, contém apenas "indício de suposta violação" do sistema de votação. O senador disse que é preciso aprofundar as investigações, principalmente com a perícia que está sendo realizada no sistema de votações. No início da tarde a Comissão começou a ouvir o jornalista Mário Simas, que também participou da elaboração das reportagens.

Agencia Estado,

14 de março de 2001 | 13h14

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