Wagner nega que governo estude flexibilizar 13º salário

O ministro do Trabalho, Jaques Wagner, negou veementemente, que o governo estude flexibilizar o pagamento de direitos trabalhistas-principalmente o 13º salário das micro e pequenas empresas para incentivar a legalização dos trabalhadores informais. "O que eu defendo é que para tirar (o trabalhador) da informalidade se desonere a empresa, ou seja, que a empresa tenha menos obrigações. Não estou falando em precarizar o mundo do trabalho", afirmou o ministro, antes de encontro com o presidente da CUT, João Felício, na sede da entidade em São Paulo. Segundo ele, tirar direitos dos trabalhadores não é um meio de desenvolvimento para o País. Wagner disse acreditar na desburocratização e na cobrança de menos impostos das micro e pequenas empresas para regularizar a situação de mais trabalhadores. Ele avaliou que não se pode equiparar empresas de pequeno porte com as de grande porte. "Não dá para dizer para uma empresa de cinco trabalhadores, uma padaria, um restaurante, um botequim, que ela tenha uma estrutura jurídica para enfrentar a mesma legislação que uma Volkswagen, uma General Motors. Não existe isso, seria dizer para ela que a única forma de sobreviver é a ilegalidade", afirmou. A informação de que o ministro teria afirmado que o 13º salário poderia deixar de ser pago pelas micro e pequenas foi veiculada pelo site Folha Online.

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