Wagner Montes deve focar segurança e educação no RJ

O deputado estadual e pré-candidato a prefeito do Rio de Janeiro pelo PDT, Wagner Montes, líder nas pesquisas na cidade, mostrou em evento com passistas da escola de samba Unidos de Vila Isabel na última semana como deverá ser seu estilo de campanha. Cumprimentos efusivos, simpatia e muita gíria para sustentar o que prega em entrevistas: confronto com os bandidos e pedidos pedetistas de retomada dos Centros Integrados de Educação Pública (Cieps), para que as crianças não sejam pegas pelos ?tentáculos da criminalidade?. ?Não se combate violência só com caveirão?, pontifica, mirando os eleitores mais pobres e se referindo ao carro blindado da polícia fluminense que virou símbolo da política de confronto nas favelas do governador Sérgio Cabral (PMDB). ?Combate-se também com investimentos em educação, em saúde, com a revitalização dos Cieps?, prega. Ele explica: ?No período em que as crianças estiverem na escola (os Cieps, criados no primeiro governo do pedetista Leonel Brizola, funcionavam em tempo integral), se a família tiver dois filhos, serão duas bocas a menos em casa. A mãe poderá trabalhar fora, outra boca a menos, e trazer dinheiro. Serão três bocas a menos e uma renda a mais.?Diferentemente da abordagem tradicional dos candidatos a prefeito, que eximem os municípios de responsabilidade na questão da segurança, Montes prega maior participação da prefeitura no setor. ?A Guarda Municipal (GM) pode ajudar e muito?, diz. ?Desde que os guardas se tornem estatutários e possam formar o que havia antigamente no Rio, as duplas de Cosme e Damião, para patrulhar as ruas a pé. Podem usar armas não letais, voltados para crimes de menor potencial ofensivo, como pequenos furtos, liberando a Polícia Militar para combater a criminalidade mais pesada.? Montes defende ainda que a PM treine os guardas municipais para que, no futuro, eles usem armas de fogo. A defesa do combate à violência pela repressão surpreende por ocorrer no PDT. Ele é novo no partido, que perdeu densidade eleitoral no Rio, entre outros motivos, por ter como tradição pregar que os problemas de segurança só seriam resolvidos depois que as desigualdades sociais fossem amenizadas no Brasil. Mas a contradição não deverá ser obstáculo para Montes, que afirma que seu nome foi lançado à sua revelia e se diz ?soldado do partido?. Ele ressalta, entretanto, que não é político profissional e não pretende ?puxar saco de militante?. ?O povo está cansado do enlatado que fala bonitinho?, diz. ?Trato todo mundo bem. Se um dia for prefeito ou governador, vou continuar do mesmo jeito.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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