Wagner e Cid Gomes se queixam da situação na BA e no CE

Além do governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, bateram ontem à porta do gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para reclamar das dívidas os novos governadores da Bahia, Jacques Wagner (PT), e do Ceará, Cid Gomes (PPS).Depois de audiência com Lula e dirigentes da Ford Motor Company, eles fizeram um diagnóstico pessimista da atual situação financeira dos seus Estados. Wagner disse que a situação das finanças públicas na Bahia está "pra baixo da raspa do tacho".O governador baiano destacou a existência de problemas em vários setores, incluindo empresas públicas, e citou o caso da Empresa Baiana de Alimentação, de economia mista. "Se fosse uma empresa privada, a falência já estava decretada", comentou. Ele disse que terá um diagnóstico completo da situação no Estado no próximo dia 11 e que, por enquanto, pode dizer que, entre "restos a pagar" e despesas do Estado, há débitos de R$ 620 milhões. O petista informou que, se maiores irregularidades forem diagnosticadas, seu governo encaminhará o assunto ao Ministério Público para investigações. "Não tenho diagnóstico preciso, e não é do meu estilo falar sem conhecimento. Mas, se forem detectados problemas, o Ministério Público vai cuidar do assunto."Cid GomesJá o governador Cid Gomes classificou de "extrema fragilidade" a situação das finanças cearenses. Ele disse que espera receber uma parcela do Fundo de Participação do Estados (FPE) e do ICMS previstos para entrarem no caixa do Estado no próximo dia 10 para pagar despesas do governo cearense que deveriam ter sido pagas há alguns dias. "Vamos trabalhar com austeridade, contendo as despesas para reequilibrar as finanças", anunciou o governador.Cid Gomes disse que já reduziu em 20% a quantidade de secretarias no Estado e em 25% os cargos de chefia. O balanço orçamentário de 2006 ainda não foi concluído, mas, segundo Cid Gomes, análises preliminares dizem que o governo do Ceará tem R$ 57 milhões em "restos a pagar".

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