DIDA SAMPAIO|ESTADAO
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Wagner diz que não vai ficar 'batendo boca' com Cunha

Ministro da Casa Civil e presidente da Câmara trocaram acusações nesta quinta-feira; peemedebista disse que governo fez barganha e Wagner rebateu

(Carla Araújo, Gustavo Porto, Isadora Peron e Daniel Carvalho, O Estado de S.Paulo

03 de dezembro de 2015 | 20h38

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, evitou voltar a rebater o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e disse que nem ele, nem a presidente Dilma Rousseff iriam ficar “batendo boca” com o peemedebista. “Ele falou uma mentira. Eu não podia deixar em branco uma acusação sobre a presidente da República e como meu nome foi citado eu rebati”, disse nesta quinta-feira, 3, durante coletiva após participar de reunião com a presidente e outros ministros.

Mais cedo, Wagner rebateu Cunha e disse que o peemedebista mentiu ao acusar Dilma e o governo de fazer barganha. O presidente da Câmara disse que, à sua revelia, foram oferecidos os três votos do PT no Conselho de Ética em troca da aprovação da CPMF ao deputado André Moura (PSC-SE), um de seus principais aliados. O parlamentar do PSC teria sido levado à presidente Dilma pelo ministro Jaques Wagner.

“Como meu nome é citado eu rebati”, disse o ministro. Wagner, que confirmou ter tido reuniões com Moura e disse ter uma relação positiva com o deputado, disse que ele não pode dizer que esteve com a presidente Dilma “porque não esteve”. Segundo o ministro, o objetivo de quem contou essa história é tentar jogar o foco da crise apenas na presidente Dilma.

Wagner respondeu ainda que os questionamentos que se fazem atualmente em relação a Cunha não serão respondidos pelo governo. “Ou é Conselho de Ética ou é o Supremo”, disse.

Um dos principais integrantes da tropa de choque do presidente da Câmara, Moura disse antes da coletiva de Wagner que na guerra de versões entre o peemedebista e o governo, vale a palavra de seu aliado. "A palavra que vale é a do presidente Eduardo Cunha", disse Moura, enquanto tentava se esquivar dos jornalistas. Ele passou o dia sem atender telefonemas e evitou ao máximo comentar o assunto.

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