Wagner apóia PMDB e diz ter dois candidatos em Salvador

Governado da Bahia afirmou que se manterá 'eqüidistante no primeiro turno'

REUTERS

16 de junho de 2008 | 13h02

A presença e o apoio do governador Jaques Wagner, do PT, partido que tem candidato próprio, foi a surpresa da convenção do PMDB que oficializou no domingo a candidatura à reeleição do prefeito João Henrique Carneiro, que tem como vice na chapa o tributarista Edivaldo Brito.  O PMDB, que encabeça a coligação "Força do Brasil em Salvador" de nove partidos (PP, PTB, PDT, PSC, PSL, PHS, PRTB e PMN) saiu na frente e exibiu força. Mais de duas mil pessoas estiveram presentes ao ato realizado numa casa de espetáculos, na orla de Salvador, com a participação do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, e lideranças estaduais. A coligação terá direito a 9 minutos no horário da propaganda pelo rádio e TV e concorrerá com 400 candidatos a vereador.     Veja também: Calendário eleitoral das eleições deste ano  PMDB oficializa candidatura de João Henrique em SalvadorEm seu pronunciamento, Jaques Wagner lembrou do papel do PMDB como aliado na conquista do governo do Estado, lamentou a ausência do PT na coligação e disse que terá dois candidatos na disputa, João Henrique e o deputado Walter Pinheiro, que concorrerá pelo PT. Wagner afirmou que se manterá "eqüidistante no primeiro turno".    Pinheiro, que terá como vice a deputada federal Lídice da Mata (PSB), ainda costura sua aliança de esquerda para agregar o descontente PCdoB. O candidato petista aparece em quarto lugar, de acordo com as primeiras pesquisas oficiais registradas no TRE, atrás dos candidatos ACM Neto, do DEM; Antonio Imbassahy, do PSDB, e João Henrique, do PMDB. Na convenção do PMDB, o ministro Geddel Vieira Lima fustigou os adversários. Chamou ACM Neto de "príncipe herdeiro daqueles que comandaram a Bahia por 30 anos", desqualificou os oito anos de mandato de Imbassahy e ainda ironizou a frente de esquerda petista, "uma frente fria, que não consegue se consolidar". O governador, ao lado, apenas riu. Já o prefeito João Henrique adotou tom messiânico em seu discurso: "Deus me chamou para a missão da reeleição, porque a cidade, que era governada para as elites, passou a ser governada para todos".

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