'Vou para igreja rezar', diz Renan após ser absolvido

Foram 35 votos pela condenação, 40 pela absolvição e 6 abstenções

12 Setembro 2007 | 17h44

À saída do plenário do Senado, que lhe garantiu a absolvição no processo de quebra de decoro, depois de uma crise que se arrastou há 120 dias, Renan declarou: "Vou para igreja rezar".Ele não deu entrevista a jornalistas.   O presidente do Senado deixou as dependências do Congresso e não fez nenhum comentário sobre a sua absolvição no plenário da Casa. A saída dele aconteceu em meio a um grande tumulto de jornalistas, que tentavam obter alguma declaração dele.    Foram 35 votos pela condenação, 40 pela absolvição e 6 abstenções. A decisão dos senadores foi em sessão e votação secretas. Com isso, Renan continua senador por Alagoas e na presidência da Casa. O senador, no entanto, tem mais dois processos contra ele no Conselho de Ética.   Veja também: Ouça áudio do tumulto no Senado  Saiba como será a votação secreta no plenário   Planalto prefere José Sarney no cargo Computadores e celulares estão proibidos no plenário Para senadores, presença de deputados altera votação Julgamento de Renan começa com protesto contra sigilo Discurso do DEM esquenta clima no Senado, diz deputado     Senadores favoráveis e contrários à cassação do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), fizeram intervenções na sessão secreta de julgamento do pedido de cassação do seu mandato. O deputado Ivan Valente (PSOL-SP) contou que antes dessa intervenções, os senadores Marisa Serrano (PSDB-MS) e Renato Casagrande (PSB-ES) apresentaram os argumentos pedindo a cassação do senador.   Depois disso, o senador Almeida Lima (PMDB-SE), terceiro relator e aliado de Renan, disse que não havia provas consistentes contra o senador, pedindo sua absolvição. Ivan Valente disse também que como o sistema de som foi desligado, por causa da sessão secreta, há uma certa dificuldade de ouvir o discurso dos parlamentares. O senador Tião Viana (PT-AC), que está presidindo a sessão secreta, chamou a atenção dos parlamentares que estariam vazando informações à imprensa.

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