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Vou fazer uma 'imersão' no tema, diz novo ministro da Educação

Professor da USP Renato Janine Ribeiro manifestou sua satisfação com a escolha para o cargo e disse que quer se dedicar ao assunto

Alexandra Martins, RAFAEL MORAES MOURA, LISANDRA PARAGUASSU E RICARDO DELLA COLETTA, O Estado de S. Paulo

27 de março de 2015 | 20h25

Atualizado às 22h30

O professor Renato Janine Ribeiro recebeu "com satisfação" o convite feito a ele ontem pelo Palácio do Planalto para assumir a pasta de Educação. "Fiquei muito satisfeito. O Palácio do Planalto me convidou hoje (ontem) para ser ministro, estive lá em Brasília, conversei com a presidente, acertamos os pontos e agora eu tenho que me preparar para a posse", afirmou o filósofo de Araçatuba, interior paulista. 

Destacou que, até o dia 6 de abril, data da posse, vai fazer uma "imersão" no assunto. "Até lá, eu vou ter que me dedicar muito ao tema. Não vou dar declarações até a data porque se trata de um ministério muito complexo, embora eu conheça a área de educação e já tenha trabalhado no ministério antes", disse na noite de ontem. Janine citou o lema Pátria Educadora adotado pela presidente Dilma Rousseff, reforçando que não haverá nenhuma mudança de rumo, uma vez que "se trata de uma política de governo da presidente que será mantida".

Perfil. O novo ministro foi diretor de avaliação da Capes, fundação do Ministério da Educação, entre 2004 e 2008. É doutor em filosofia pela USP e pós-doutor pela British Library. Atualmente, é professor titular da disciplina de Ética e Disciplina da USP.

Janine foi membro do Conselho Deliberativo do CNPq, entre 1993 e 1997, do Conselho da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), de 1997 a 1999, e secretário da SBPC, de 1999 a 2001. 

Atuou ainda como membro do Conselho Deliberativo do Instituto de Estudos Avançados da USP, sendo membro atual do Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp. É autor de 18 livros, entre eles o "A sociedade contra o social", ganhador do Prêmio Jabuti 2001.


O professor será o quinto nome a ocupar a pasta de Educação na gestão Dilma. Antes dele, passaram pelo ministério Fernando Haddad (PT), hoje prefeito de São Paulo; Aloysio Mercadante (PT), hoje ministro da Casa Civil, além do senador HenriquePaim (PT) e do ex-governador cearense Cid Gomes (PROS).

Escolha. Depois de uma semana de indefinição, a presidente Dilma Rousseff bateu o martelo e escolheu Janine para assumir o comando do Ministério da Educação (MEC). Segundo o Estado apurou, ele já vem cuidando da transição na pasta com auxiliares do MEC. Janine Ribeiro foi um dos primeiros nomes especulados para assumir o MEC quando se revelou a intenção de a presidente optar por um perfil de um educador, mais técnico, e não por um político para a pasta. 

Sucessão. Renato Janine assume a vaga deixada pelo ex-governador do Ceará, Cid Gomes (Pros), que pediu demissão do cargo depois de desavenças com o Congresso Nacional. 

Logo depois da queda de Cid Gomes, internautas se mobilizaram em uma campanha para que Renato Janine fosse indicado para a pasta. "A indicação para o titular do MEC corre o risco de ser apenas política. Muito ruim para um país que tanto precisa de educação. Mas Dilma já demonstrou que deseja colocar no MEC um educador independente, vamos ajudá-la", diz um dos textos publicado no Facebook.

A presidente Dilma Rousseff escolheu como lema de seu segundo mandato "Pátria Educadora" e pretende dar mais visibilidade às ações na área pelos próximos quatro anos.


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