"Vou colocar nas mãos do partido minha permanência", diz Malta

O senador Magno Malta (PL-ES), autor do requerimento de criação da CPI dos Bingos, discursou, da tribuna, anunciando que vai entregar ao presidente do seu partido, Waldemar Costa Neto (SP), e ao vice-presidente da República, José Alencar (do PL), a decisão de mantê-lo ou não no partido. O discurso de Malta foi uma resposta às acusações de parlamentares da base aliada, segundo os quais ele teria tentado negociar a indicação de aliados seus para cargos no governo em troca da desistência de apresentar o requerimento de criação da CPI. "Vou colocar nas mãos do partido a minha permanência", afirmou. Até o momento, nenhum integrante do PL ou de outro partido pediu a saída de Malta. Ele negou também a acusação de ter chamado jornalistas para ouvirem, pelo sistema viva voz, conversa que estava tendo por tele fone com o ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu. "Se aparecer um jornalista que tenha ouvido essa conversa, eu renuncio ao meu mandato", declarou.O senador capixaba afirmou que "o maior absurdo" que já ouviu na vida foram as acusações de que estaria pretendendo indicar aliados para ca rgos no governo. "Trocar uma CPI dessas por um cargo seria uma leviandade, seria agir como ladrão de galinha", alegou. Malta insistiu na declaração de que abre mão do mandato se for comprovado que fez o que governistas estão dizendo. "Nós precisamos deste momento para investigar a jogatina e o crime no País", afirmou, reiterando declaração anterior de que a votação da medida provisória que proíbe os bingos no País não invalida a necessidade de se investigar esse jogo.

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