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Votou e foi para o altar

Ministra da Agricultura, Kátia Abreu se casou depois de votar para a presidência do Senado

Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

02 Fevereiro 2015 | 02h01

BRASÍLIA - Em menos de 48 horas a ministra da Agricultura, Kátia Abreu, foi exonerada do cargo, fez uma aparição relâmpago no Senado para votar em Renan Calheiros (PMDB-AL) para presidente da Casa, submeteu-se à superprodução de roupa e maquiagem conferida às noivas e subiu ao altar para se casar com o engenheiro agrícola Moisés Gomes. "Não tem noiva-spa comigo, sou noiva-trabalho", disse ela ao chegar às 15h05 ao plenário, com os minutos contados para subir ao altar às 19h30.

Os convidados à cerimônia foram poucos - 150 pessoas. A presidente Dilma Rousseff ficou uma hora e meia, sentando-se na primeira fila, posando para fotos com o casal e saindo sem nada comer. O vice Michel Temer chegou atrasado, com a cerimônia já pelo meio. O ex-presidente José Sarney presenteou a ministra com uma escultura. "Por que não veio de branco?", questionou o senador José Agripino Maia (DEM-RN).

Às 17h12, em plenário, o senador Jorge Viana (PT-AC) notou a angústia da senadora e tratou de apressar a votação. "A senadora Kátia Abreu está aqui muito apreensiva", explicou - e Kátia foi a primeira a votar. Às 17h18 seu carro oficial já deixava o Congresso.

Perguntada sobre o menu da festa, admitiu: "Você sabe que eu não sei? O noivo é que escolheu, ele é um supergourmet." O vestido da noiva ficou a cargo da estilista Wanda Borges e, em meio a tanta pressa, não deu para a senadora programar a lua de mel. O que se sabe é que hoje ela reassume o ministério.

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