Voto de suplentes determinou derrota de PEC, diz Renan

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), admitiu nesta quarta-feira, 10, que a presença dos suplentes na Casa dificultou a aprovação, na noite de terça-feira, 09, da proposta de emenda à Constituição (PEC) que acabava com a figura do segundo suplente e proibia parentes na chapa. A recusa do plenário tornou-se a primeira derrota política de Renan que, na semana passada, criou uma agenda positiva de reação às manifestações das ruas.

RICARDO BRITO, Agência Estado

10 de julho de 2013 | 15h52

"Qualquer emenda constitucional, para ser aprovada precisa, no Senado, de 49 votos. Como o Senado é composto por alguns suplentes, isso dificulta numericamente e politicamente a equação. Mas eu acho que nós vamos ter a oportunidade para essa resposta", afirmou Renan, em rápida entrevista na saída de uma reunião com líderes partidários do Senado.

Uma das saídas em discussão nos bastidores é votar uma proposta, de autoria do senador Eduardo Suplicy (PT-SP), que institui a eleição direta para a escolha dos dois suplentes de senador. Atualmente, eles são eleitos numa chapa com o titular.

A PEC recebeu 46 votos favoráveis, 17 contrários e uma abstenção. Faltaram apenas três votos para aprovar a emenda constitucional em primeiro turno.

A derrubada da proposta contou com o decisivo apoio dos suplentes. Dos 16 que estão no exercício do mandato, oito foram contrários à aprovação da PEC: Antonio Carlos Rodrigues (PR-SP), Ataídes Oliveira (PSDB-TO), Clésio Andrade (PMDB-MG), Eduardo Lopes (PRB-RJ), Gim (PTB-DF), Ruben Figueiró (PSDB-MS), Wilder Morais (DEM-GO) e Zezé Perrella (PDT-MG). Um nono voto pode ser contabilizado para derrotar a matéria, já que o senador Sérgio Souza (PMDB-PR) absteve-se na votação.

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