Voto de Joaquim Barbosa é antecipado para hoje

O julgamento do mensalão entra em nova fase hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) e com sinais de que o clima entre os ministros pode azedar. O tom foi dado ontem pelo ministro Marco Aurélio Mello, que criticou a condução dos trabalhos pelo presidente da Corte, ministro Carlos Ayres Britto, e mostrou discordar do relator do processo, ministro Joaquim Barbosa.

FELIPE RECONDO, Agência Estado

14 de agosto de 2012 | 22h25

Marco Aurélio afirmou haver um clima tenso entre os colegas e voltou a reclamar da possibilidade de haver sessões extras para julgar o mensalão. "É algo (clima tenso) que nos entristece e nos deixa preocupados enquanto colegiado. Fica um grupo puxando para um lado, um grupo puxando para outro, quando deveria haver respeito ao consenso", afirmou o ministro.

Marco Aurélio afirmou que, pelo cronograma estabelecido pelo tribunal, o relator do processo começaria a proferir seu voto apenas amanhã. No entanto, Joaquim Barbosa deve começar a votar hoje, depois de encerradas as sustentações orais dos advogados. "Estabelecida a regra, é tão fácil cumprir o combinado", afirmou. "O relator tem poder, mas ele não é um todo-poderoso no processo. Ele não dita as regras", acrescentou.

Com a mudança no cronograma, o STF tira um dia de atraso. No início do julgamento, o tribunal gastou uma sessão inteira, que não estava prevista, discutindo a possibilidade de desmembrar o processo, deixando para o Supremo julgar apenas os réus com foro privilegiado. Ao final, todos serão julgados na Corte.

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