Votações são adiadas, mas senadores fazem fila para soprar vuvuzela de Sabrina Sato

BRASÍLIA - A votação do projeto de lei de criação da Petro-Sal, estatal que vai controlar os contratos de exploração das novas reservas, que estava prevista para esta quarta-feira, 23, no Senado, foi adiada para os dias 6 ou 7 de julho, por falta de quorum. Mas a Casa esvaziada não desanimou os senadores, que logo acharam algo para se entreter: a vuvuzela verde-e-amarela que a apresentadora Sabrina Sato, do programa Pânico, da Rede TV, oferecia para eles soprarem na porta do plenário.

Andréa Jubé Viana, de O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2010 | 19h45

 

"Você não vai ser o primeiro a colocar a boca nessa vuvuzela, deixa eu limpar", disse a charmosa apresentadora a um entusiasmado Álvaro Dias (PSDB), senador paranaense cotado para assumir a vaga de vice na chapa do presidenciável José Serra (PSDB).

 

Além de Álvaro Dias, sopraram a vuvuzela da apresentadora os senadores Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB, Demóstenes Torres (DEM-GO), presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e Magno Malta (PR-ES). O capixaba corre risco de não se reeleger porque não tem a ficha mais limpa entre os políticos de seu Estado.

 

O som estridente da corneta, símbolo da Copa do Mundo da África do Sul, rompeu com o tradicional silêncio do tapete azul nos dias esvaziados, marcados pela debandada dos parlamentares. Todos se alvoroçaram para participar da brincadeira. Alguns funcionários apelaram aos seguranças da Casa que impusessem "ordem no recinto". Meio constrangido, um segurança desculpou-se: "Não posso fazer nada, é o senador quem está lá (soprando a vuvuzela)".

 

A debandada dos senadores se deu por causa dos festejos de São João, que atraem, principalmente, a bancada do Nordeste. Às 16 horas, na abertura da Ordem do Dia, o painel apontava o comparecimento de 56 senadores, mas a maioria havia registrado presença de manhã e embarcado de volta para seus Estados no início da tarde. Um deles foi o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), que deixou o Senado por volta das 15 horas.

 

A previsão é de que a próxima semana seja ainda mais esvaziada por causa das festas de São Pedro e da reta final das convenções partidárias. O próprio Jucá adiantou que não virá a Brasília na próxima semana.

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