Dida Sampaio|Estadão
Dida Sampaio|Estadão

Votação sobre cassação de Cunha pode ocorrer na 2ª semana de agosto, diz Maia

Presidente da Câmara afirma, porém, que agenda pode ser afetada por falta de quórum, mas que o projeto do pré-sal deve ser tema de discussão em comissão na primeira quinta-feira do próximo mês

Daiene Cardoso e Erich Decat, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2016 | 12h32

BRASÍLIA - Ao chegar na manhã desta terça-feira, 19, a seu gabinete, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que pode colocar em votação a cassação do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na segunda semana de agosto. "Na primeira semana acho difícil, mas a partir da segunda é possível. Eu só não quero dar data porque se não tiver quórum vocês vão ficar me cobrando que eu adiei a votação. Vamos ter uma noção melhor na primeira semana de qual é o quórum, como é que vai se construir o quórum para se dar uma data objetiva", afirmou o parlamentar, em sua segunda entrevista coletiva do dia.

Maia teve um café da manhã com o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), com quem disputou a eleição para a presidência da Câmara, e com o líder do governo, André Moura (PSC-SE). Ao falar da união da base governista, o novo presidente da Casa afirmou que Rosso é uma pessoa conciliadora e que ambos têm o mesmo objetivo: mostrar que ninguém quer mais a Câmara parada e que todos querem voltar a produzir. "O objetivo é mostrar que estamos juntos, que somos da mesma base", completou.

A dificuldade em se ter um quórum adequado para a votação das propostas, segundo Maia, se deve ao fato de que, no dia 5 de agosto, um sábado, termina o período de convenções partidárias para a escolha de candidatos e definição de candidaturas com vistas às eleições municipais. Outro fator que deverá motivar a ausência dos parlamentares são os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, com data de abertura no mesmo dia.

Maia quer organizar um almoço na segunda-feira com líderes partidários e voltou a repetir que pretende garantir a realização de sessões três vezes por semana no próximo mês (segundas, terças e quartas-feiras). "O importante é ficar claro que a gente não quer reduzir o número de dias, o que a gente quer é garantir a produtividade", insistiu.

Pré-sal. Segundo ele, a expectativa também é de que na primeira quinta-feira de agosto seja realizada uma Comissão Geral para discutir o projeto polêmico que retira a obrigatoriedade de atuação da Petrobrás como operadora única de todos os blocos contratados pelo regime de partilha de produção em áreas do pré-sal.

O presidente da Câmara voltou a ressaltar também que caso a equipe econômica do governo envie, no segundo semestre ao Congresso, proposta prevendo aumento de impostos, não deverá colocá-la para votação. "As famílias e as empresas estão muito endividadas. Acho que as pessoas já estão dando a sua contribuição no pagamento de impostos. As pessoas não têm mais condição de fazê-lo neste momento", disse.

No início de agosto, quando as atividades serão retomadas no Congresso a pauta do plenário da Casa deverá estar trancada por ao menos cinco medidas provisórias. 

 

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