Votação do Código Florestal será nesta terça, diz líder do governo

Segundo deputado Arlindo Chinaglia (PT) 'não tem como adiar'; projeto ainda não tem consenso na Câmara

Tânia Monteiro, da Agência Estado

24 de abril de 2012 | 14h25

O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, disse que o Código Florestal será votado nesta terça-feira, 24, e que "não tem como adiar mais". Segundo ele, o esforço é para "aprovar aquilo que o governo considera o melhor". "E repito: se é para ficar entre o parecer atual do relator, versus aquilo que veio do Senado, a orientação para a base do governo é votar o texto que veio do Senado", acrescentou Chinaglia , em claro sinal de que o governo não aceitará a proposta do relator do Código Florestal, deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que permite anistia a quem desmatou.

O líder governista admitiu que em caso de aprovação da proposta de Piau, existe a possibilidade do veto. "Cada parlamentar, cada bancada tem opinião. Nós respeitamos. Por isso que já comentei que, em determinadas matérias, ao final, o Executivo tem suas prerrogativas também", avisou.

De acordo com Chinaglia, apesar da votação estar marcada para esta terça e não haver nenhuma intenção de adiá-la, muitas conversas ainda serão realizadas. "Ainda vamos ter conversas várias. Mas, agora, não tem como adiar. Chegou a hora de decisão. É o texto do Senado - pode haver alterações aqui ou acolá - mas na essência é o do Senado", reiterou o líder, depois de reunião com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, para tratar do tema.

Para o líder, a base, agora, está "refletindo melhor" sobre os termos do Código Florestal, depois de reconhecer que, anteriormente, quando o texto foi apreciado na Câmara, a base estava dividida.

Chinaglia, no entanto, não quis fazer nenhuma previsão de placar. "Seria temerário fazer contabilidade, eu prefiro não ir por ai. Nós estamos discutindo o mérito da matéria", observou.

Trâmite. Apesar da indicação de votar o projeto, a expectativa é de que a votação seja concluída somente nesta quarta-feira, em razão das divergências sobre as mudanças feitas na proposta pelo relator. Nesta terça, os deputados começaram a avaliar as 21 alterações apresentadas por Paulo Piau.

Com informações da Agência Câmara

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