André Dusek|Estadão
André Dusek|Estadão

Votação de mudança da meta fiscal pode ficar para a madrugada, diz deputado

Após manterem vetos da presidente afastada Dilma Rousseff, parlamentares discutem destaques; oposição faz obstrução no plenário

Daiene Cardoso e Rachel Gamarski, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2016 | 16h56

BRASÍLIA - O líder do PSD na Câmara, deputado Rogério Rosso (DF), disse na tarde desta terça-feira, 24, que a previsão é de que a votação do projeto que altera a meta fiscal de 2016 aconteça efetivamente entre o final da noite e o começo da madrugada. Na mesma sessão, o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), encerrou a votação dos 24 vetos presidenciais que trancam a pauta e todos foram mantidos.

Após analisarem os vetos, os parlamentares apreciam 13 destaques aos vetos, que precisam ser votados nominalmente, um a um. Só depois começará a discussão da alteração da meta de 2016, cujo relatório - que não foi votado na Comissão Mista do Orçamento - será apresentado no plenário. "Imagine apresentar relatório no plenário e abrir prazo para emenda? Isso vai longe", previu Rosso.

Nos cálculos de Rosso, não há chances da meta ser votada antes das 22h. "Quem tinha passagem marcada para hoje já desistiu", comentou.

Os partidos que apoiam a presidente afastada Dilma Rousseff têm feito obstrução no plenário, questionando a ausência de votação da nova meta na CMO. O objetivo é evitar essa votação hoje. "Não se trata aqui nem de Dilma e nem de Michel, trata-se do interesse do Brasil", apelou Renan durante a sessão. 

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