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Votação da reforma política divide comissão da Câmara

Após a instalação, nesta terça-feira, 25, integrantes do comando do colegiado já apresentaram divergências em relação ao ritmo da condução dos trabalhos

Isadora Peron, O Estado de S.Paulo

26 Outubro 2016 | 05h00

BRASÍLIA - Após a instalação, nesta terça-feira, 25, da comissão especial que vai discutir temas da reforma política, os integrantes do comando do colegiado já apresentaram divergências em relação ao ritmo da condução dos trabalhos.

Enquanto o presidente da comissão, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), afirmou que gostaria de ver alguns itens da reforma já aprovados neste ano, o relator do colegiado, Vicente Cândido (PT-SP), disse que essa possibilidade está descartada. Os dois, no entanto, concordaram que os temas mais polêmicos deverão ficar para o ano que vem.

“Eu desarmei qualquer expectativa de votar alguma coisa neste ano, a não ser que a gente consiga construir maioria. Não adianta pegar os temas menos relevantes para enganar a população, eu quero encanar temas estruturantes”, afirmou o deputado petista.

Já o presidente da comissão defendeu a votação dos temas da reforma política sobre os quais já exista um consenso. “O meu desejo é que dê para votar alguma coisa, pegando aqueles temas que são consensuais, até mesmo para tirar aquela impressão de a que a comissão não está sendo produtiva”, afirmou o peemedebista.

A comissão é uma nova tentativa do Congresso de aprovar mudanças no sistema político-eleitoral. No ano passado, a Câmara aprovou um pacote de alterações que ficou conhecida como minirreforma eleitoral, mas muitos dos projetos não encontraram respaldo no Senado.

Senado. Lúcio Vieira Lima afirmou que, desta vez, a comissão na Câmara vai tentar alinhar os projetos com os senadores, para que a maioria das mudanças consiga ser aprovada nas duas Casas Legislativas.

O colegiado não terá um prazo para ser encerrado, mas tanto o presidente quanto o relator da comissão disseram acreditar que os trabalhos devem se estender até maio do ano que vem. Com isso, o Senado teria tempo hábil para discutir e aprovar as propostas até outubro, prazo máximo para que as medidas passem a valer para as eleições de 2018.

O presidente da comissão afirmou também que pretende conduzir o colegiado de maneira isenta. “O que nós queremos é uma reforma política, não partidária”, disse Lúcio Vieira Lima.

O plano de trabalho da comissão deverá ser apresentado na segunda semana de novembro, já que a expectativa é de que poucos deputados em Brasília na próxima semana, por causa do feriado de Finados.

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