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Votação da reforma política começa pelo sistema eleitoral

Plenário também vai apreciar o financiamento das campanhas, o fim ou não da reeleição e o tempo e a coincidência dos mandatos

Ricardo Della Coletta, Daiene Cardoso e Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

25 de maio de 2015 | 21h52

Brasília - Em reunião do colégio de líderes realizada nesta segunda-feira, 25, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), definiu a ordem de votação, que deve começar amanhã, dos itens da reforma política. Momentos antes,Cunha havia cancelado a votação do relatório final da comissão especial criada para analisar o tema e avocou a análise do tema para o Plenário, onde pode manobrar com mais facilidade para aprovar pontos os quais defende.

Pelo acertado com os líderes da Câmara no encontro, os deputados começarão a votar nesta terça as mudanças no sistema eleitoral. A ideia é que eles elejam entre o voto em lista, o distrital misto, o distritão, o distritão misto ou a manutenção do modelo atual. 

Na maratona de deliberações sobre reforma política, os parlamentares vão discutir ainda o financiamento das campanhas, o fim ou não da reeleição, o tempo e a coincidência dos mandatos, entre outros pontos. Entre os parlamentares, existe a leitura de que dificilmente os itens alcançarão a maioria de 308 votos necessária para a aprovação de Propostas de Emenda à Constituição (PEC). 

Pela extensão dos itens que serão abordados e pela falta de consenso, líderes partidários avaliaram que dificilmente as votações serão concluída em uma única semana. O líder do Solidariedade, Arthur Oliveira Maia (SD-BA), disse que a Câmara precisará de ao menos duas semanas. 

Na mesma reunião, foi fechado um acordo de não obstrução, mas os parlamentares também encaram esse compromisso com ceticismo. "Vamos defender o regimento", disse o deputado Henrique Fontana (PT-RS), um dos maiores críticos à determinação de Cunha de puxar as votações da reforma política para o Plenário. 

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