Votação da MP de Meirelles mostrou divisão do PMDB

A atuação da bancada do PMDB na votação da medida provisória que deu status de ministro ao presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, aprovada nesta madrugada pela Câmara, refletiu a divisão do partido quanto ao apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Da bancada de 76 deputados, 37 votaram com o governo e 15 contra. No entanto, se forem somados os votos contrários, as abstenções (3 deputados) e as ausências na votação (21 deputados), 39 peemedebistas deixaram de manifestar o apoio ao governo na votação. O partido tem uma convenção marcada para o dia 12 para decidir se continua ou não no governo, mas há um movimento patrocinado pelos peemedebistas governistas para adiar essa convenção.Entre os maiores partidos da base, o mais fiel na votação da MP foi o PL. Do total de 46 deputados, 39 votaram a favor (84,8%), 1 votou contra e 6 não votaram. Da bancada de 22 deputados do PPS, 17 votaram a favor (77,3%), 3 votaram contra e 2 se ausentaram da sessão. Na bancada do PP de 55 deputados, 39 votaram a favor (70,9%), 3 contra, 12 não votaram e um se absteve. O mesmo número de ausentes (12 deputados) foi registrado no PTB. Na bancada do partido de 51 deputados, 4 votaram contra e 35 a favor (68,6%). No PV, 4 deputados (66,7%) dos 6 da bancada votaram com o governo, 1 votou contra e um não votou. O PSB e o PC do B empataram na fidelidade ao governo dando 55,6% dos votos de suas bancadas ao governo. No PSB, partido com 18 deputados, 10 votaram a favor, 2 contra e 6 não votaram. No PC do B, com 9 deputados, 5 votaram a favor e 4 não votaram. Fidelidade de 100% na base foi registrada no PSC, cuja bancada de 6 deputados votou unida a favor do governo. O único deputado do PSL, João Mendes de Jesus (RJ), também votou com o governo.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.